Polícia
Diversos motoristas e motociclistas que trafegavam pela Avenida Dr. Roberto de Almeida Vinhas, em Praia Grande (SP), na noite de segunda-feira (15), presenciaram a execução de Ruy Ferraz Fontes, ex-delegado-geral de São Paulo.
Novos vídeos registraram o momento exato do atentado, que paralisou o trânsito e causou pânico. Em uma das gravações, uma passageira flagrou os criminosos descendo da SUV preta utilizada no crime e efetuando disparos contra o veículo de Ruy. Assustados, três pessoas que estavam em duas motos abandonaram os veículos e se jogaram no chão para não serem atingidos.
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Outra filmagem mostra o carro do ex-delegado já capotado, enquanto curiosos se aglomeravam ao redor.
Ex-delegado-geral da Polícia Civil de SP, Ruy Ferraz Fontes, apontado como um dos mais combativos contra a facção criminosa PCC, acaba de ser assassinado em Praia Grande, litoral sul de SP. pic.twitter.com/yRWgKFlOzD
— André Caramante (@andrecaramante) September 15, 2025
Durante a ação, duas pessoas que estavam próximas ao local do ataque ficaram feridas. Elas foram transferidas para o Hospital Municipal Irmã Dulce. Uma mulher ficou com ferimentos leves e um homem segue internado para atendimento médico, sem maiores riscos.
Execução 'profissional'
De acordo com especialistas em segurança pública ouvidos pelo UOL, o assassinato de Ruy Ferraz Fontes teve "características profissionais", desde a forma como os criminosos desembarcaram do veículo até a realização da "contenção", sugerindo inclusive a participação de agentes públicos no caso.
Fontes trafegava pela Avenida Dr. Roberto de Almeida Vinhas, em Praia Grande, no litoral paulista, quando foi perseguido por homens armados com fuzis. Após colidir contra um ônibus, ele foi surpreendido pelos suspeitos, que desceram de uma SUV preta e alvejaram seu veículo.
Segundo os consultores, o motorista da SUV mostrou ter habilidade e não saiu do volante durante o ataque. Enquanto isso, um dos criminosos fez a "contenção e perímetro" da área para garantir a segurança da execução.
Os criminosos responsáveis por atirar no ex-delegado utilizaram técnicas descritas na linguagem militar como "progressão". Após o crime, houve uma "saída tática" utilizando a manobra de ré que, segundo consultores, é "coisa de quem sabe".
Guilherme Derrite, secretário da Segurança Pública de São Paulo, determinou uma força-tarefa para prender os envolvidos no crime. A ação conta com participação de batalhões especiais da polícia de São Paulo e com o GAECO (Grupo de Ações Especiais Contra o Crime Organizado).
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