Polícia

PF desmantela esquema que roubou R$ 7 milhões de craques do futebol; veja lista das vítimas

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A Polícia Federal (PF) deflagrou a 3ª Fase da Operação Fake Agents, no Rio de Janeiro, nesta quinta-feira (13)  |   Bnews - Divulgação Reprodução / Redes Sociais
Leonardo Oliveira

por Leonardo Oliveira

Publicado em 13/11/2025, às 12h04 - Atualizado às 12h41



A Polícia Federal (PF) deflagrou, nesta quinta-feira (13), a 3ª fase da Operação Fake Agents, no Rio de Janeiro, que investiga um esquema de fraudes no Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS). O grupo é suspeito de desviar cerca de R$ 7 milhões de jogadores de futebol, ex-jogadores e técnicos.

Entre as vítimas estão Paolo Guerrero, Gabriel Jesus, Ramires, João Rojas, Titi, Raniel, Christian Cueva, Donatti, Tarouco, Obina e Paulo Roberto Falcão. A corporação também revelou que há indícios de irregularidades no FGTS do ex-técnico da seleção brasileira, Luiz Felipe Scolari (Felipão).

De acordo com a PF, o grupo era liderado pela advogada Joana Costa Prado Oliveira, que utilizava contatos em agências da Caixa Econômica Federal para liberar valores de forma indevida. A profissional teve a carteira da OAB suspensa.

Em nota, a Ordem informou ao jornal O Globo que “já havia instaurado um processo ético-disciplinar para apurar a conduta da advogada citada nas reportagens”. Em setembro, o Tribunal de Ética e Disciplina da OAB-RJ decidiu pela suspensão das atividades profissionais da investigada.

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Fases da operação
A Operação Fake Agents teve três etapas. A primeira foi deflagrada após a descoberta de uma fraude milionária no FGTS do jogador peruano Paolo Guerrero.

Na segunda fase, as investigações apontaram que o esquema era comandado por uma advogada, responsável por falsificar documentos e articular os golpes. Já na terceira fase, deflagrada nesta quinta (13), a PF passou a focar nos funcionários da Caixa Econômica Federal do Rio de Janeiro, suspeitos de facilitar saques fraudulentos envolvendo outros jogadores, ex-atletas e treinadores.

Na etapa atual, os agentes da PF cumpriram quatro mandados de busca e apreensão: três em residências de funcionários da Caixa, localizadas na Tijuca, Ramos e Deodoro, e um em uma agência no Centro do Rio.

A apuração identificou novas vítimas, incluindo ex-jogadores e treinadores brasileiros, além de atletas estrangeiros que atuaram no país.
Os suspeitos devem responder por falsificação de documento público, estelionato e associação criminosa, entre outros crimes que possam ser identificados com o avanço das investigações.

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