Polícia
Um robô humanoide desenvolvido para auxiliar em operações de segurança pública virou uma das atrações da COP Internacional, evento voltado ao setor que reúne autoridades e profissionais da área em São Paulo.
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Batizado de Arcanjo, o equipamento foi apresentado pela IPQ Tecnologia e chamou a atenção dos visitantes com demonstrações de movimentos e interação com o público.
O humanoide foi projetado para desempenhar funções como reconhecimento facial, monitoramento de perímetros, patrulhamento em locais considerados de risco, rondas noturnas e vigilância em unidades prisionais.
A apresentação do humanoide também despertou o interesse de autoridades que participaram do evento. O secretário de Segurança Pública da Bahia, Marcelo Werner, destacou a importância de acompanhar tecnologias que possam ser incorporadas às forças de segurança.
A integração entre os setores público e privado converge esforços para um objetivo comum: a melhoria contínua da segurança e o bem-estar de toda a sociedade. Soluções como o programa Arcanjo; reconhecimento facial, leitura de placas e os avanços da inteligência artificial aplicada ao teledespacho já demonstram eficácia comprovada, otimizando significativamente o tempo de resposta das instituições”, avaliou.
Werner também comentou sobre a possibilidade de equipamentos humanoides equipados com inteligência artificial passarem a fazer parte das operações de segurança: “Tenho plena convicção de que esses equipamentos serão, em breve, fundamentais para fortalecer a segurança pública”, declarou.
Além do secretário baiano, também passaram pelo estande da IPQ o delegado-geral da Polícia Civil da Bahia, André Viana, o delegado-geral de Operações, Jorge Figueiredo, e a secretária adjunta da Segurança Pública do Rio Grande do Sul, Adriana Regina da Costa.
Juliano Alves, representante na América Latina e na Europa da fabricante chinesa parceira da IPQ Tecnologia, afirma que o humanoide pesa aproximadamente 95 quilos. O equipamento utiliza um conjunto de servomotores que permite manter o equilíbrio e reproduzir movimentos semelhantes aos realizados pelo corpo humano.
A ideia, segundo Heitor Galvão, CEO de operações da empresa, é utilizar o equipamento principalmente em situações nas quais a presença de agentes possa representar risco. Um dos exemplos citados é a entrada em ambientes fechados onde exista suspeita de pessoas armadas.
Além de auxiliar na segurança pública e privada, ele pode atuar no monitoramento de áreas industriais e na identificação de vazamentos de gás”, explicou.
Por enquanto, o Arcanjo é utilizado como uma plataforma de testes e ainda passa por aperfeiçoamentos. A empresa pretende adicionar novos recursos de inteligência artificial, sensores, automação e reconhecimento de imagens antes de ampliar a comercialização do equipamento.
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