Polícia
O psicoterapeuta Jordan Van Der Zeijden Campos, conhecido como Jordan Campos, se pronunciou depois do seu nome vir à tona na 'Operação Catarse', do Ministério Público da Bahia (MP-BA), que o investiga por estelionato, violação sexual e assédio em Salvador.
Jordan, segundo o MP-BA, é suspeito de cometer esses crimes contra mulheres que eram pacientes em atendimento psicoterapêutico ou alunas de cursos de formação. Na ação, que ocorreu nesta terça-feira (26), as equipes cumpriram mandados de busca e apreensão na residência e no consultório do investigado nos bairros da Pituba e Caminho das Árvores.
Sobre a operação, o psicoterapeuta, por meio de um comunicado, alegou que "grande parte das situações mencionadas nesta investigação se refere a pessoas ligadas a uma antiga edição do TTS".
Ainda no informativo, Jordan destacou que, apesar da operação, não há condenação judicial. "Existe uma investigação em andamento que acabou tomando uma proporção midiática extremamente intensa, produzindo muitas vezes um efeito de julgamento antecipado perante a opinião pública”.
Em uma nota pública de esclarecimento - destinada para pacientes, alunos, seguidores e mídia - o suspeito disse que é inocente das acusações que vêm sendo feitas. "Nunca pratiquei assédio, abuso ou qualquer forma de exploração contra quem quer que seja. Na verdade eu luto contra exatamente isso"
Manipulação
As investigações do MP-BA apontaram, que o investigado atuava de forma sistemática, valendo-se da posição de autoridade profissional, do conhecimento técnico, de informações íntimas das pacientes e da sua notoriedade no mercado.
"Desde pelo menos 2020, ele estaria deliberadamente identificando mulheres em situação de vulnerabilidade psicológica, com histórico de trauma, baixa autoestima e dependência emocional, para, gradualmente, desvirtuar a relação terapêutica ou pedagógica e obter vantagens sexuais e/ou patrimoniais mediante fraude qualificada", disse o MP.
Ainda segundo o MP, até o momento, foram identificadas quatro vítimas, três delas vítimas de crimes contra a dignidade sexual e uma de crime patrimonial. “Todas relataram o mesmo padrão de atuação e disseram conhecer outras mulheres que, por medo ou vergonha, ainda não noticiaram os fatos às autoridades”.
Veja nota pública divulgada pelo pscioterapeuta:

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