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Saiba quem é o cabo da PM investigado em operação sobre venda de armas para facções na BA

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Além de policiais militares, também foram alvos CACs, empresários e lojas de comercialização de armas de fogo  |   Bnews - Divulgação Reprodução e Divulgação / PF

Publicado em 21/05/2024, às 12h40 - Atualizado às 14h55   Redação



Um cabo da Polícia Militar da Bahia (PM-BA) está entre os nove policiais baianos presos na Operação Fogo Amigo, deflagrada pela Polícia Federal (PF), na manhã desta terça-feira (21), na Bahia, em Pernambuco e em Alagoas.

O policial é Robson de Jesus Santos, preso no bairro de Pirajá, em Salvador. Por 16 anos, ele atuou na 14ª Companhia Independente da Polícia Militar (CIPM), responsável pela região do Lobato. Segundo apurado pelo BNews, ele é um dos suspeitos de vender armas e munições para os criminosos.

Além de policiais militares, também foram alvos CACs, empresários e lojas de comercialização de armas de fogo, de munições e acessórios. No total, a polícia prendeu preventivamente 19 suspeitos. Um suspeito foi preso por porte ilegal de arma. Ele chegou a trocar tiros com a polícia durante a abordagem, foi ferido e socorrido para uma unidade de saúde. 

A Justiça bloqueou R$ 10 milhões dos investigados e suspendeu atividade econômica de três lojas que comercializavam material bélico de forma irregular. 

Um outro militar que preso e também identificado pela reportagem é o capitão Mauro das Neves Grunfeld, que foi subcomandante da 41ª Companhia Independente de Polícia Militar (CIPM).

As ações ocorreram em Salvador/BA, Santo Antônio de Jesus/BA, Porto Seguro/BA, Juazeiro/BA, Petrolina/PE e Arapiraca/AL. Na capital baiana, os mandados foram cumpridos nos bairros da Graça, Pirajá e Lobato.

Em coletiva nesta manhã, as autoridades policiais esclareceram que os militares mantinham laços com uma facção criminosa com atuação em todo estado baiano, mas sobretudo na capital baiana. Os suspeitos repassavam munições e armas que eram apreendidas durante abordagens em todo o estado. O material não era apresentado às instituições de segurança.

No mercado paralelo, essas armas eram vendidas acima do valor. A PF acredita que, por mês, eram vendidas 20 armas. No mesmo período, 10 mil munições eram comercializadas. 

O nome da operação faz alusão ao fato de que os policiais integrantes da organização criminosa vendem armas e munições de forma ilegal para criminosos faccionados e que acabam sendo utilizadas contras os próprios órgãos de segurança pública.

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