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Três cachorros morrem após serem deixados por 1h30 em carro de pet shop

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Segundo a dona do pet shop, ela precisou realizar outra entrega, deixando os animais dentro do carro  |   Bnews - Divulgação Reprodução/Redes sociais
Redação BNews

por Redação BNews

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Publicado em 20/09/2025, às 19h55



Três cachorros morreram após terem sido deixados por cerca de uma hora e meia dentro do carro de transporte de um pet shop, na última quinta-feira (11), em Americana, no interior de São Paulo. Segundo o boletim de ocorrência, a causa provável das mortes foi hipertermia, condição provocada pelo aumento excessivo da temperatura corporal.

Luna (8 anos) e Cristal (10 anos), da raça shih tzu, e Fofão (11 anos), da raça lhasa apso, pertenciam a uma senhora de 71 anos, que mora com o filho e uma parente. De acordo com a filha da tutora, a proprietária do pet shop alegou ter precisado realizar outra entrega em endereço distante e, por esse motivo, deixou os animais no carro.

Ao g1, o advogado da família relatou que os animais foram recolhidos às 9h20. Eles passariam por banho e tosa e deveriam estar de volta às 12h. No entanto, até as 16h20, os cães ainda não haviam retornado para casa. Ao ser questionada pelo filho da idosa, a dona do estabelecimento respondeu que estava em "estado de choque" e que os cães haviam morrido.

A mulher chegou a levar os cães a uma clínica veterinária, mas eles já estavam sem vida dentro de caixas de transporte.

No dia da ocorrência, a cidade de Americana registrou mais de 33ºC e umidade do ar abaixo de 10%. Por conta disso, a possível causa da morte dos animais foi apontada como hipertermia, quando há o aumento da temperatura corporal.

A defesa do pet shop classificou o episódio como uma "fatalidade, sem qualquer intenção da proprietária, que sempre atuou com zelo e responsabilidade no atendimento aos animais". Os advogados acrescentaram ainda que a dona do estabelecimento estava "abalada" ao comunicar o ocorrido à família e ressaltaram que trajetos semelhantes já haviam sido realizados anteriormente.

O caso foi registrado como ato de abuso a animais no 1º DP de Americana.

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