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Vereador entra na mira da PF por suspeita de ser patrocinado pelo tráfico

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Operação da PF deflagrada nesta quarta-feira aponta envolvimento de vereador com o tráfico  |   Bnews - Divulgação Divulgação/Polícia Federal
Redação Bnews

por Redação Bnews

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Publicado em 18/12/2024, às 07h57



A Polícia Federal deflagrou na manhã desta quarta-feira (18) a Operação Martellus, que tem como objetivo de desarticular uma associação criminosa constituída durante o período eleitoral de 2024, voltada à prática de compra de votos e outros crimes eleitorais. Ao todo, são cumpridos 18 mandados de busca e apreensão e 14 mandados de prisão temporária expedidos pela Justiça da 1ª Zona Eleitoral de Roraima.

De acordo com a PF, a investigação teve início após a prisão em flagrante de dez pessoas no dia 5 de outubro pelo crime de corrupção eleitoral. Na ocasião, um suspeito, apontado na investigação como líder de campanha, teria cooptado eleitores para votar em determinado candidato que disputava a reeleição ao cargo de vereador no município de Boa Vista. Em contrapartida ao voto, essas pessoas teriam recebido valores que variavam entre R$ 100 e R$ 150. O candidato, que foi reeleito, também é alvo das ações de hoje.

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No dia seguinte à prisão, uma busca e apreensão conduzida por policiais federais identificou a prática de diversos crimes eleitorais, culminando com a prisão em flagrante do candidato pela prática dos crimes de corrupção eleitoral, lavagem de dinheiro e por ter ouro em sua forma bruta em sua residência, o que é crime.

Após a prisão, o candidato, que não teve a identidade revelada, foi liberado em decorrência decisão proferida em sede de habeas corpus. O esquema, que seria liderado pelo vereador, contaria com apoio de agentes públicos, incluindo um oficial da Polícia Militar do estado de Roraima que manteria o político informado sobre denúncias recebidas sobre a compra de votos investigada.

A denúncia da PF aponta que ele possuía um grupo em aplicativo de mensagens onde os envolvidos fariam prestação de contas sobre o esquema. Ao menos R$ 1 milhão teriam sido utilizados na compra de votos. O inquérito policial aponta que o vereador, que já foi investigado em outros momentos por diversos crimes, teria recebido patrocínio do tráfico para o exercício de suas atividades parlamentares, inclusive, para a disputa à presidência da casa legislativa municipal.

Os investigados poderão ser indiciados pelos crimes de associação criminosa, corrupção eleitoral, falsidade ideológica eleitoral, transporte ilegal de eleitores, violação do sigilo do voto, violação de sigilo funcional, prevaricação e lavagem de dinheiro.

Classificação Indicativa: Livre

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