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Vídeo: Traficantes usam brinquedos infláveis para conquistar apoio de moradores e fortalecer o domínio territorial

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Grupo criminoso utiliza festas e estabelecimentos para ocultar atividades ilícitas e fortalecer domínio  |   Bnews - Divulgação Divulgação | PCDF
Redação Bnews

por Redação Bnews

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Publicado em 07/05/2026, às 09h15 - Atualizado às 09h20



Festas comunitárias em datas comemorativas, brinquedos infláveis e mais. Essas eram algumas das principais farsas e estratégias usadas por traficantes para conquistar o apoio de moradores, com uma única finalidade: fortalecer o domínio territorial e a atuação de lavagem de dinheiro na área da QR 421, de Samambaia e adjacências, no Distrito Federal.

A dissimulação foi descoberta após investigações da Polícia Civil revelarem que um grupo criminoso adotava uma estratégia de cooptação social para comprar o silêncio da comunidade e inibir o acionamento das autoridades, por meio da promoção de ações assistencialistas.

"A organização chegou a financiar e organizar festas comunitárias em datas comemorativas, como o Dia das Mães e o Dia das Crianças, utilizando exclusivamente recursos oriundos do narcotráfico. Dessa forma, buscavam assumir o papel de falsos provedores e mascarar a violência imposta à vizinhança. Além dessa tentativa de aproximação social, a investigação revelou a estratégia financeira adotada pelo grupo, que consistia na aquisição e gestão de estabelecimentos aparentemente lícitos — como distribuidoras de bebidas, quiosques e padarias — utilizados para camuflar o armazenamento e a comercialização de drogas", revelou a Polícia Civil do DF.

Ainda durante as diligências, ficou comprovado que as farsas e a criatividade dos traficantes eram maiores do que se podia imaginar. Isso porque, em uma padaria pertencente à organização, os criminosos utilizavam a mesma balança destinada à pesagem de pães para fracionar entorpecentes. Enquanto as dependências do estabelecimento, segundo a polícia, servia para armazenar e esconder as drogas que eram comercializadas. 

“Além da atuação física, o grupo também operava por meios digitais. Por meio de perfis em redes sociais, divulgava cardápios com drogas de alto valor agregado. As negociações eram realizadas por aplicativos de mensagens, e as entregas funcionavam no formato delivery”

Tudo pensado e articulado

De maneira muito planejada, o grupo, pensando em dificultar a ação policial e garantir as entregas, enviava em embalagens de delivery de uma marca multinacional de fast food. "Os pagamentos eram pulverizados por meio de transferências via PIX para contas bancárias de terceiros (“laranjas”), garantindo o distanciamento das lideranças em relação aos valores ilícitos".

Contradição nas farsas

Segundo a polícia, mesmo tentando vender uma falsa imagem, de empreendedorismo e realizadores de ações sociais, o grupo - assim como todo bando criminoso - não conseguia deixar passar despercebido a atuação violenta. " As investigações flagraram integrantes ostentando armas de fogo de grosso calibre e realizando a limpeza de armamentos no interior de veículos. Em um dos locais utilizados pela organização, foi constatado que um usuário de drogas foi brutalmente espancado durante a madrugada, evidenciando as severas punições impostas àqueles que ameaçassem os interesses do grupo", detalhou a PCDT. 

Operação encurrala grupo

Depois de reunir todas as provas apuradas durante meses de diligências, a Polícia Civil fechou o cerco contra o grupo, nesta quarta-feira (6), por meio da Operação Eiron, que mobilizou cerca de  200, resultando em 20 presões entre flagrantes e os que já eram alvos das ordens judiciais.

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