Polícia

Vizinho é preso após ameaçar casais homoafetivos e atacar moradores: “Tinha que morrer”

Reprodução/PCRN
Um homem de 49 anos foi preso em Natal, acusado de ameaçar e perseguir casais homoafetivos  |   Bnews - Divulgação Reprodução/PCRN
Analu Teixeira

por Analu Teixeira

Publicado em 15/08/2025, às 17h54 - Atualizado às 18h21



Um homem de 49 anos foi preso em Natal, na tarde dessa quinta-feira (14), acusado de ataques, perseguições e ameaças a casais homoafetivos, principalmente mulheres.

Segundo o portal g1, a Polícia Civil - PC apontou que o suspeito praticava reiteradamente crimes de homofobia, injúria qualificada, ameaça e perseguição.

“Ele cantava e dizia que o casal ‘tinha que morrer’, perseguia as vítimas de moto, simulava portar arma de fogo e lançava artefatos explosivos. Muitas pessoas ficaram aterrorizadas e algumas se mudaram às pressas, mesmo sem condições financeiras”, relatou a delegada responsável pelo caso, Paola Maués.

A delegada ressaltou que o homem já possuía histórico de crimes de perturbação, ameaça e dano contra vizinhos, além de responder inquéritos por violência doméstica. “As testemunhas que colaboravam passavam a ser alvo dele. Também perseguia e ofendia o síndico do prédio em razão da orientação sexual”, destacou.

Em um dos episódios, conforme a PC informou ao G1, o suspeito arremessou artefatos explosivos da janela do apartamento em direção à garagem do prédio, enquanto proferia comentários preconceituosos. A ação foi registrada pelas câmeras de segurança e presenciada por moradores, que relataram pânico e medo em relação á própria segurança.

O homem acumula mais de 20 registros policiais e 14 processos judiciais, sobretudo por perturbação da tranquilidade, ameaça e dano contra vizinhos e familiares. De acordo com a delegada Paola Maués, ele vai responder por discriminação e injúria qualificada em razão da orientação sexual, além de perseguição e ameaças.

“Os crimes de preconceito variam de dois a cinco anos e as penas serão somadas pelo contexto”, explicou. Na busca realizada, a Polícia Civil apreendeu dispositivos eletrônicos e uma quantia significativa em dinheiro, que será analisada em investigação específica, já que o suspeito declarou estar desempregado e viver apenas de “bicos”.

O condomínio ingressou com ação cível pedindo a expulsão do investigado. O risco para os moradores, segundo a Polícia Civil, motivou a decretação da prisão preventiva.

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