Política

Centrão questionará na Justiça parecer da CCJ sobre reeleição de Maia

Publicado em 17/12/2016, às 10h56   Folhapress



Integrantes do centrão, grupo de cerca de 200 deputados, já se preparam para questionar no STF (Supremo Tribunal Federal) um eventual parecer favorável à tentativa de Rodrigo Maia (DEM-RJ) de ser reconduzido à presidência da Câmara em fevereiro do próximo ano.

Relator da consulta feita pelo líder do PSD na Câmara, Rogério Rosso (DF), à CCJ (Comissão de Constituição e Justiça), o deputado Rubens Pereira Júnior (PC do B-MA) deve apresentar seu parecer nesta segunda-feira (19).

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Rosso é pré-candidato à presidência da Câmara contra Maia e, no último dia 13, questionou se "existe a possibilidade de que o membro da Mesa eleito para mandato suplementar seja reconduzido ao mesmo cargo na eleição imediatamente subsequente na mesma legislatura".

Como Maia convocou sessão plenária para a próxima segunda para tentar votar a renegociação da dívida dos Estados, a expectativa é de que haja quórum para a CCJ se reunir na terça-feira (20).

O presidente do colegiado, deputado Osmar Serraglio (PMDB-PR), disse que a votação do parecer só será pautada depois que ele receber o texto de Pereira Júnior, o que deve acontecer até o meio-dia de segunda.

A expectativa no centrão é que o parecer seja favorável a Maia. Rubens Pereira Júnior, no entanto, disse que ainda não tomou uma decisão.

"Justamente a excepcionalidade dificulta a apreciação. Não há expressa previsão em nenhum lugar, não há precedência", disse Pereira Júnior.

Segundo a reportagem apurou, Rosso ingressará com um mandado de segurança caso o parecer favorável se confirme. A ideia é alegar ao STF que a decisão da CCJ confronta a Constituição, que veda a recondução.

Em outra frente, o Solidariedade, do deputado Paulinho da Força (SP), apresentou na quinta-feira (15) um pedido para que o STF impeça Maia de tentar a reeleição.

O pedido sustenta que a Constituição é clara ao proibir a candidatura à reeleição na mesma legislatura, independentemente de o mandato exercido ser tampão, caso de Maia.

Publicada originalmente dia 16

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