Política

Wagner prevaricou, diz Aleluia após declaração do petista envolvendo a Odebrecht

O ex-governador petista afirmou que havia forte influência da Odebrecht no governo de Paulo Souto

Publicado em 10/05/2017, às 09h37        Redação BNews

O deputado federal e presidente do DEM na Bahia, José Carlos Aleluia, afirma que o ex-governador e atual secretário estadual de Desenvolvimento Econômico, Jaques Wagner (PT), prevaricou. Em entrevista ao programa Se Liga Bocão, da Itapoan FM, na última segunda (8), o petista apontou que havia forte influência da Odebrecht no governo anterior comandado pelo democrata Paulo Souto. 

Segundo Wagner, nos últimos dias da gestão de Souto, em 2006, o governo assinou com a Odebrecht a assinatura da PPP (Parceria Público Privada) para a construção do emissário da Boca do Rio. “Faltavam quatro dias para eu ser governador [quando o contrato foi assinado]. Quando assumi, mandei recalcular e derrubei o preço em R$ 119 milhões. A primeira reunião com secretários eu disse: ‘se alguém fizer mal feito, procure seu advogado”, relatou o ex-governador.

Para Aleluia, o ex-governador não agiu como deveria ao saber da eventual irregularidade. "Na entrevista, ficou clara a confissão dele de ter prevaricado. Quando um governante recebe a informação de que alguém no seu governo está praticando crime de corrupção, ele tem o dever de mandar apurar. Acionar os controles internos e envolver o Ministério Público e a polícia. Ele não o fez. Então o governador confessou que prevaricou", disse o deputado em entrevista concedida ao apresentador Zé Eduardo, na rádio Metrópole.

Wagner também disse que barrou uma tentativa de operação de propina na obra envolvendo a Via Expressa durante seu governo. “Pergunta a Odebrecht porque ele não pegou a Via Expressa. Uma pessoa do meu governo pegou dinheiro antecipado para assegurar a obra. Aí eu disse que se pagou foi mal pago”, disse o petista.

"Um homem que é secretário de estado e foi governador não poderia fazer uma confissão tão explícita. Certamente, terá que se explicar. Isso compromete ele e compromete o atual governador, que era o secretário dele", frisou Aleluia sobre as declarações do agora secretário. 

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