Política

Deputados suspeitam de doações para bases comunitárias

Imagem Deputados suspeitam de doações para bases comunitárias

Oposição liga sinal amarelo para obras custeadas pela iniciativa privada no Nordeste

Publicado em 27/09/2011, às 17h45        Redação Bocão News

Muitos deputados da oposição ficaram intrigados com a informação divulgada, nesta terça (27), na Tempo Presente, de A Tarde, assinada pelo jornalista Levi Vasconcelos. O colunista trouxe à tona que as bases comunitárias inauguradas pelo governo Wagner no complexo do Nordeste de Amaralina, em Salvador, foram custeadas pela iniciativa privada. De acordo com Levi, as construções foram feitas gratuitamente pelas empreiteiras OAS e Queiroz Galvão. As tintas foram doadas pela empresa Fênix Tintas. Além disso, os móveis e equipamento eletrônicos foram presentes da Ricardo Eletro e Insinuante. Ainda segundo a mesma fonte, o pacote completo saiu por mais de R$ 1 milhão.

“Acho hilário. Uma graça mesmo. Ricardo, que é de Minas Gerais, nunca fez uma doação dessa lá no seu estado. Debaixo desse angu tem carne. Quem vai comandar as bases é uma capitã. Pois bem, a primeira investigação da sua equipe deve ser para descobrir o que está por trás deste gesto de boa vontade. Como todos sabem, não existe almoço grátis. Antes, a OAS era conhecida no meio empresarial como Obras Arranjadas pelo Sogro. Agora, com tanto favorecimento do governo petista, deve ganhar outro nome”, observou Targino Machado (PSC).

O fato também chamou a atenção dos deputados Sandro Régis (PR) e Pedro Tavares (PMDB), que prometeram investigar o caso para avaliar se algo ilícito ou amoral foi cometido. A suspeita geral é favorecimento fiscal, já que o “arranjo” foi feito pela Secretaria da Indústria e Comércio. Para quem não lembra, no início de setembro, o titular da pasta, James Correia, saiu em defesa da Sasil, empresa acusada de ter sonegado mais de R$ 1 bilhão.

Foto: Roberto Viana/Bocão News

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