Política

PP vai cobrar acordo com PSD para presidência da AL-BA

Montagem Bahia
Uma reunião com os integrantes do partido acontece após o feriado do dia 2 de novembro.   |   Bnews - Divulgação Montagem Bahia

Publicado em 24/10/2018, às 20h00   Tamirys Machado



O PP já decidiu e informou, através dos seus correligionários, que vai entrar na briga pela presidência da Assembleia Legislativa da Bahia (AL-BA). Mas, para conseguir êxito na sucessão de Angelo Coronel, uma das estratégias do partido é cobrar um acordo firmado com o PSD. Fontes revelaram ao BNews que houve um acordo com dirigentes da sigla do atual presidente em 2017, para o PP retirar o nome da disputa e apoiar o nome do PSD, que na ocasião foi Coronel. Fez parte do acordo um revezamento entre os partidos. Nesse caso, o PSD apoiaria o PP na disputa do próximo ano. “Esperamos que eles cumpram o acordo”, disse uma fonte pepista, ao BNews. 

Vamos sair unidos, com todos os deputados em prol de um nome. Vamos sair fechados [...] o PT já tem o governo e secretarias, o PSD tem a presidência e boas secretarias, agora é a vez do PP”, completou a fonte. A bancada hoje conta com os deputados Aderbal Caldas, Antônio Henrique Júnior, Eduardo Sales, Luiz Augusto, Nelson Leal e Robinho. Destes, três nomes já declaram internamente que têm interesse em se candidatar: Aderbal Caldas, Antônio Henrique Jr. e Nelson Leal. Ainda segundo fontes do BNews, o nome mais cotado é o de Nelson Leal, por ter um “trânsito bom entre os parlamentares”. Recentemente, o vice-governador do Estado, João Leão (PP), afirmou que o partido, desta vez, não vai abrir mão da presidência. Uma reunião com os integrantes da sigla acontece após o feriado do dia 2 de novembro. 

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Vale lembrar que em outubro de 2017, a bancada do Partido Progressista da AL-BA protagonizou um fato curioso: eles boicotaram a sessão que votaria um projeto do Executivo. Nenhum parlamentar compareceu. Na época, o episódio aconteceu porque o vice-governador João Leão (PP) fez uma nomeação no município de Iaçu, a pedido do vice-presidente da Assembleia, Luiz Augusto, enquanto estava como governador em exercício, mas não foi publicado no Diário Oficial. O governador Rui Costa, em viagem à China, teria vetado a nomeação.  A bancada não gostou e se posicionou. O fato foi amenizado logo na semana seguinte, quando todos se fizeram presentes e votaram a favor do projeto de interesse do governo. 


Até a eleição em fevereiro de 2019 há muitos acordos a serem feitos, porém, precisa saber quem terá força e habilidade para aglutinar o maior número de apoios. Até o momento, nove nomes pleiteiam a vaga.

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