Política

Wagner arrecadou mais do que a soma dos outros candidatos

Segunda prestação de contas revela que o candidato à reeleição para o Governo do Estado, Jaques Wagner (PT), arrecadou cerca de 34% do estímado, enquanto seus adversários estão longe disso.

Publicado em 08/09/2010, às 20h06        Luiz Fernando Lima

A segunda prestação de contas parcial dos candidatos ao Governo do Estado da Bahia já está disponível para consulta no site do Tribunal Superior Eleitoral (TSE). Dos R$ 86 milhões estimados pelos quatro postulantes melhor colocados nas pesquisas de intenção de voto, apenas R$ 17 milhões foram declarados e, portanto, estão garantidos.

Os números confirmam a tese defendida por especialistas: candidatos da situação têm maior facilidade de arrecadação. Jaques Wagner (PT), por exemplo, recebeu mais de R$ 9 milhões, de acordo com as informações do TSE. Paulo Souto (DEM), que aparece em segundo nas pesquisas, só arrecadou menos que o candidato à reeleição, foram R$ 5.645 milhões. O ex-ministro da Integração Nacional, Geddel Vieira Lima (PMDB) ficou em terceiro tanto nas pesquisas quanto no valor declarado, até 03 de setembro, o postulante revelou ter recebido pouco mais de R$ 1.6 milhão. O candidato do Partido Verde, Luiz Bassuma entregou declaração com arrecadação de R$ 101.470 mil.

O que impressiona é a diferença na origem dos recursos. Cerca de 90% do valor declarado pelo candidato petista é oriundo de doações, um total de R$ 8.727.150. Dentro deste valor, o percentual também superior a 90% foram investidos por pessoas jurídicas. O ex-governador Paulo Souto conseguiu equilibrar a balança, tendo recebido quase que metade dos recursos acumulados de doações de pessoas jurídicas, mesmo assim, os investidores de sua campanha estão mais comedidos. Até o momento, foram cerca de R$ 2.5 milhões.

Já o peemedebista, que estabeleceu o maior limite de gastos com a campanha entre os postulantes, R$ 30 milhões – Wagner R$ 26 mi e Souto R$ 25 mi – conseguiu em doações apenas R$ 583 mil, dos quais mais da metade são recursos próprios. Os outros dois postulantes ao Palácio de Ondina citados acima ainda não colocaram as mãos no próprio bolso. Bassuma doou para sua campanha R$ 4.5 mil.

Primeira prestação

Em 3 de agosto os candidatos declararam a primeira parcial. Souto revelou, na oportunidade, ter recebido mais de R$ 2.1 milhões. O postulante dos Democratas quase dobrou sua arrecadação em um mês. Já o peemedebista teve o crescimento mais modesto, na prestação do mês passado, Geddel  informou ao TSE ter recebido R$ 1.415 milhão.

Por outro lado, os investimentos no petista cresceram vertiginosamente. Wagner declarou na primeira parcial ter recolhido R$ 1.825 milhão, agora já são mais de R$ 9 milhões.

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