Política

Otto rebate pedido de Eduardo Girão para convocação de Bruno Dauster à CPI: “está fazendo política rasteira”

Vagner Souza/Arquivo BNews

Publicado em 27/05/2021, às 21h05    Vagner Souza/Arquivo BNews    Henrique Brinco e Eliezer Santos

O senador Otto Alencar (PSD-BA) reagiu ao pedido formulado pelos senadores Eduardo Girão (Podemos-CE) e Marcos Rogério (DEM-RO) para que o ex-secretário da Casa Civil da Bahia, Bruno Dauster, seja ouvido na CPI da Pandemia sobre a compra mal sucedida de respiradores pelo governo estadual. 

“Nunca levamos a sério o senador Eduardo Girão. Ele faz isso com muita clareza, está a serviço do presidente da República Jair Bolsonaro. Aqui, a iniciativa de investigar foi do governador Rui Costa. Se ele quer investigar, ele quer esclarecer os fatos”, disse o senador baiano em entrevista ao BNews Agora, na Piatã FM, nesta quinta-feira (27).

Na justificativa do requerimento, antecipado pelo BNews nesta quarta-feira (26), o senador cearense relembra o caso que envolveu a compra de 300 ventiladores clínicos de UTI pelo Consórcio Nordeste junto à empresa Hempcare Pharma Representações Ltda, respiradores esses não entregues e valores não devolvidos.

“O Eduardo Girão está fazendo uma política rasteira, muito inconsistente. A CPI só pode investigar recursos federais. Aqui na Bahia os recursos foram do governo do estado. É uma coisa direcionada que ele está fazendo para atingir o governador do estado do Ceará, que é do Consórcio do Nordeste. Ele é candidato a governador no Ceará e faz essa coisa assim de forma muito leviana”, contrapôs Otto Alencar.

O pessedista baiano ainda alegou desconhecer os autos do processo, razão pela qual diz não ter condição de comentar o caso detalhadamente. 

“Eu só posso me manifestar lendo os autos do processo. É um caso que aconteceu aqui na Bahia, é lamentável, aconteceu na vontade de resolver e comprar respiradores. Esse é um fato que tenho certeza absoluta que será esclarecido”, afirmou. 

“O caso aqui da Bahia é um caso que a ação foi da Polícia Civil, por determinação do governador Rui Costa, que mandou investigar”, acrescentou, ao argumentar que “foi montada imediatamente naquela época, no ano passado, uma corporação de bandidos, ladrões e meliantes que conseguiram ludibriar autoridades que estavam na ânsia de comprar respiradores para salvar as pessoas”.

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