Política

Assembleia Legislativa da Bahia tem o maior gasto com pessoal dos últimos anos

Vaner Casaes / AL-BA

Publicado em 31/08/2021, às 12h00    Vaner Casaes / AL-BA    João Brandão

A Assembleia Legislativa da Bahia (AL-BA) vive um momento de maior gasto de pessoal dos últimos quatro anos, apesar de boa parte do ano ter sido de cortes e trabalhos remotos por causa da pandemia do coronavírus. O deputado estadual Adolfo Menezes (PSD) está a frente da gestão. 

Conforme levantamento feito pelo BNews, baseado nas finanças da Casa, no primeiro quadrimestre de 2021, o poder Legislativo estadual baiano já gastou R$ 240,1 milhões em despesa líquida com pessoal. O valor é superior aos R$ 193,4 milhões gastos no passado, na gestão de Nelson Leal (PP).

Em 2019, ano sem a pandemia do coronavírus, os gastos com pessoal foram de R$ 203,9 milhões. Em 2018, o valor foi ainda mais baixo: R$ 191,4 milhões. Lembrando que os primeiros casos da doença no Brasil só apareceram a partir de março de 2020. Ou seja, o impacto só foi sentido em abril do mesmo ano.

Contudo, só em janeiro de 2021 foram gastos R$ 77,2 milhões, esse mês ainda na gestão de Leal. Menezes só tomou posso em fevereiro, que teve gasto de R$ 56,7 milhões, seguido de março com R$ 54,3 milhões e depois abril com R$ 51,7 milhões. Nesse meio tempo se alega o pagamento de direitos a cargos comissionados exonerados entre uma gestão de outra e também acontece um maior número de pedido de férias de servidores atrelado ao adiantamento de 13o. salário e abono.

No entanto, se somarmos apenas fevereiro a março de 2021, e comparar com o mesmo período de 2020, 2019 e 2018, a atual gestão é ainda a que mais gastou.

Foram R$ 162,9 milhões no período, contra R$ 152,3 milhões em 2020, R$ 141,2 milhões em 2019 e R$ 138,1 milhões em 2018.

No ano anterior, o maior valor foi em fevereiro, mas R$ 22,8 milhões a menos que este ano (R$ 54,3 milhões). Em 2019, ano que nem se falava em pandemia, o maior valor foi em janeiro, mas também com R$ 15 milhões a menos que 2021.

O BNews não contabilizou de 2017 para baixo, pois a AL-BA só começou a disponibilizar os gastos mensais, de cada quadrimestre, a partir de 2018.

Em 2020, Leal não pediu suplementação de crédito ao governo da Bahia. Já este ano, Menezes já admitiu que vai pedir a "verba extra" ao governador Rui Costa (PT), restando ainda quatro meses para acabar o ano.

BNews tentou contato com a AL-BA para saber o motivo do aumento, mas até o fechamento desta matéria não teve resposta.

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