Política

Na Bahia, Bolsonaro diz que ato no 7 de setembro é "ultimato" da população contra o STF

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Publicado em 03/09/2021, às 11h58    Reprodução/TV Brasil    Luiz Felipe Fernandez

Presente em cerimônia na cidade de Tanhaçu, interior da Bahia, onde assinou mais uma etapa das obras da Fiol, o presidente Jair Bolsonaro voltou a atacar o Supremo Tribunal Federal (STF). Em discurso na manhã desta sexta-feira (3), avisou que os atos programados para o dia 7 de setembro são o "ultimato" do povo brasileiro contra a Corte e, em especial, a "um ou dois" que tentam constranger o seu governo.

"Nós temos que fazer valer a vontade do povo. Após o 7 de setembro, o que ficará para todos nós é essa demonstração gigante de patriotismo, visto nos quatro cantos do Brasil. Duvido que aqueles um ou dois que ousam nos desafiar, desafiar a Constituição, desrespeitar o povo brasileiro, não saberão voltar para o seu lugar. Quem dá esse ultimato não sou eu, é o povo brasileiro [...] Na próxima terça-feira, dia 7, será o ultimato para essas duas pessoas que tem que entender o seu lugar. Curvem-se à Constituição, respeitem a nossa liberdade", disse o presidente.

Recentemente, Bolsonaro e apoiadores tem feito ataques sistemáticos ao ministro Alexandre de Moraes, principalmente ele ordenar a prisão do ex-deputado Roberto Jefferson (PTB) e mandados de busca e apreensão contra nomes ligados ao Planalto, que participaram da incitação de atos antidemocráticos e violentos.

No estado comandado pelo PT, partido que é o principal adversário do presidente, Bolsonaro voltou a culpar os governadores pela alta no preço dos combustíveis e do gás de cozinha, e voltou a atacar a adoção de medidas restritivas para combater a Covid-19.

Segundo o presidente, foram as iniciativas de restrição de circulação de pessoas que impactou na inflação dos alimentos que elevou o valor praticado no território nacional. Também compareceram à entrega o ministro baiano João Roma (Republicanos), os ministros Tarcísio Freitas (Infraestrutura) e Gílson Machado (Turismo), e os deputados José Rocha (PL), Cláudio Cajado (PP), Jonga Bacelar (PL) e Paulo Azi (DEM).

"Muitos governadores, inclusive desse estado aqui, tomaram medidas que prejudicaram o seu povo, que tirou o emprego de vocêes, que fez com que muitos que viviam na informalidade entrassem em desespero [...] medidas ditatoriais como lockdown, confinamento, toque de recolher ou o famoso 'fique em casa', trouxe (sic) consequências. O mundo todo vive inflação, em especial nos alimentos, alguns países já tem desabastecimento, mas aqui não", destacou Bolsonaro, que fez elogios ao trabalho da ministra da Agricultura, Tereza Cristina.

Acompanhado do pastor Silas Malafaia, Bolsonaro lembrou que já nomeou Kássio Nunes para o STF e que indicou agora André Mendonça, cumprindo a sua promessa de escolha de um nome "terrivelmente evangélico". Ele disse que aquele que for eleito em 2022, terá a oportunidade de trocar outros dois ministros. 

Neste momento, a plateia de apoiadores interrompeu aos gritos de 'mito' e arrancou um sorriso do presidente. 

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