
O ex- secretário de Desenvolvimento Urbano da Bahia (Sedur), indicado para o Ministério do Desenvolvimento Agrário, Afonso Florense, é alvo de investigação do Ministério Público da Bahia e do Tribunal de Contas do Estado sobre irregularidades no repasse de verba da Sedur a entidade privada.
Contrato firmado entre a Sedur e a ong Instituto Brasil Preservação Ambiental, no valor de R$ 17,8 milhões, para a construção de 1.120 casas populares, foi colocado sob suspeita por não ter obedecido a obrigatoriedade de licitação, segundo apontaram os órgãos de fiscalização.
O Tribunal de Contas do Estado (TCE) determinou, em julho, a suspensão dos repasses para o instituto, quando já havia sido liberado R$ 8 milhões.
Presidida por Dalva Selle Paiva, uma das fundadoras do PT na Bahia, até abril deste ano a ong não havia concluído nenhuma casa, razão pela qual foi determinada a suspensão de repasses para a entidade. Já o Ministério Público detectou um total de R$ 1,178 milhão em notas frias.
Além de Florense, mais dois ministros indicados pela presidente eleita Dilma Rousseff para compor sua equipe de governo estão sendo alvo de investigação por instituições de fiscalização. Fernando Pimentel, ex-prefeito de Belo Horizonte, indicado para ocupar o cargo de ministro do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior estaria envolvido em uma denúncia de fraude, segundo o Ministério Público de Minas Gerais.
De acordo com o procurador-geral de Belo Horizonte, Marco Antônio Rezende, Pimentel e outros dois integrantes da prefeitura, teriam contratado a Câmara de Dirigentes Lojistas (CDL) para a compra de equipamentos de segurança para serem implantados na cidade, evitando um processo de licitação, em 2004, quando Pimentel era prefeito de Belo Horizonte. A Polícia Militar também estaria envolvida no esquema. A CDL recebeu R$ 4,4 milhões da prefeitura pelos serviços.
Fernando Bezerra, secretário de Desenvolvimento de Pernambuco, foi indicado pelo presidente nacional do PSB, o governador de Pernambuco Eduardo Campos para a pasta da Integração Nacional, é acusado de ter orientado o pagamento de mesada a líderes de associações de bairros e o repasse de dinheiro a um vereador de Petrolina (PE) quando era o prefeito.
A acusação de pagamento de mesada é feita pelo empresário Paulo Lima, 39, um ex-aliado da família Coelho. Em nota à imprensa, o advogado do futuro ministro negou as acusações e informou que Fernando Bezerra estaria processando o empresário por crime de calúnia e difamação.
A nota informa ainda que o Ministério Público Federal de Pernambuco teria conhecimento das denúncias desde agosto deste ano, quatro anos após a ocorrência dos supostos fatos.