Política

Ipirá: prefeita eleita pede afastamento do cargo por "estresse"

Imagem Ipirá: prefeita eleita pede afastamento do cargo por "estresse"

Candidato derrotado acredita que pode assumir a cadeira da mulher do ex-prefeito

Publicado em 29/01/2013, às 08h20        Adelia Felix (Twitter: @adelia_felix)

A licença da prefeita de Ipirá, município localizado no centro norte baiano, ainda rende nos bastidores da política baiana.
Ana Verena Colonnezi (PR) comunicou à Câmara Municipal de Ipirá, no último dia 17, por meio de um ofício, o motivo do afastamento - que estaria relacionado a problemas de saúde, como estresse e pressão alta. Com a ausência dela, o petista Ademildo Almeida se tornou o prefeito em exercício. A licença de Ana Verena - que seria sem remuneração-, foi votada pela Câmara de Vereadores de Ipirá com 12 votos a favor (dois faltaram).

Mas os motivos da licença da prefeita iriam mais além, segundo um candidato que disputou o pleito com ela, Marcelo Brandão (DEM). "O ex-prefeito dizia que não tinha tantos débitos, mas quando ela assumiu tinha uma dívida exorbitante. Dizem na cidade que ela queria até renunciar o cargo por conta disso. E ela não queria ficar com fama de má gestora. Pessoas da própria prefeitura dizem isso". Ainda de acordo com o democrata, "as secretarias estão sem água, os postos de gasolinas têm débitos. A administração e a saúde estão engessadas".

Na Justiça correm duas ações contra a atual prefeita movidas pelo democrata. Uma foi movida durante a campanha eleitoral, que ele acusa a prefeita de captação ilícita de sufrágio. E a outra, foi em janeiro deste ano, por captação ou gasto ilícito de recursos financeiros na campanha eleitoral, pedindo a cassação de diploma. À reportagem, o democrata acredita que pode tomar a cadeira de Ana Verena caso o pedido seja acatado pela Justiça Eleitoral.

A prefeita que é médica e não tem histórico na vida pública aceitou ser candidata a menos de 30 dias das eleições em substituição a Antônio Colonezzi (PP), que estava impedido pela Justiça Eleitoral de concorrer em eleições até 2014, porque está inelegível até o dia 3 de março de 2014.

A reportagem do Bocão News tentou entrar em contato com prefeitura e a Câmara Municipal da cidade e não conseguiu porque os telefones estão quebrados.



Nota originalmente publicada às 13h03 do dia 29/01

Classificação Indicativa: Livre