Política
O índice de abstenção nas Eleições de 2026 foi o menor registrado em um segundo turno nos últimos 20 anos. Com uma taxa de 19,20%, o resultado significou o comparecimento de cerca de 3 milhões de eleitores a mais em relação ao primeiro turno. Já a soma dos votos brancos e nulos atingiu apenas 3,23%, o percentual mais baixo em eleições presidenciais neste século, contra 4,57% no segundo turno de 2022 e 9,57% em 2018.
Depois de um primeiro turno marcado pela ausência de mais de 30 milhões de eleitores, a campanha de Luiz Inácio Lula da Silva (PT) direcionou esforços para mobilizar o eleitorado no segundo turno. A estratégia surtiu efeito, permitindo ao candidato petista protagonizar uma virada histórica sobre Flávio Bolsonaro (PL).
Bahia, Pernambuco e São Paulo registraram as maiores quedas na taxa de abstenção entre o primeiro e o segundo turno da eleição presidencial de 2026. A Bahia liderou a redução entre os turnos ao registrar queda de 3,26 pontos percentuais no índice de eleitores ausentes, caindo de 19,97% para 16,71%.
O Ceará foi o estado brasileiro com o menor percentual de abstenção no segundo turno, registrando 13,89%. Na sequência, aparecem outros dois estados nordestinos: Pernambuco, com 15,18%, e a Paraíba, com 15,54%.
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Ao todo, nove estados apresentaram aumento na abstenção no segundo turno. A maior alta foi registrada no Amapá, onde o percentual saltou de 17,41% para 25,47% (diferença de 8,06 pontos percentuais). Em seguida vem Roraima, com uma elevação de 6,03 pontos percentuais, passando de 17,12% para 23,15%. O índice de ausência às urnas também cresceu em outros sete estados: Acre, Amazonas, Pará, Tocantins, Maranhão, Rondônia e Piauí.
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