Política
por Rebeca Santos
Publicado em 01/07/2026, às 10h24
O ex-prefeito de Salvador e pré-candidato ao Governo da Bahia, ACM Neto (União Brasil), voltou a comentar, nesta quarta-feira (1), sua posição em relação à disputa pela Presidência da República.
Durante entrevista ao programa Giro Baina, da Baiana FM, apresentado por Zé Eduardo, Neto foi questionado sobre as críticas que recebe de parte do eleitorado por evitar declarar apoio ao senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), pré-candidato à Presidência.
Desde as últimas eleições, ACM Neto vem sendo cobrado por eleitores de direita na Bahia para assumir uma posição concreta em relação ao campo bolsonarista.
Durante a entrevista, Neto reafirmou seu apoio ao governador de Goiás, Ronaldo Caiado, como seu nome para a Presidência.
Ao ser questionado se a decisão faz parte de uma estratégia para não perder votos de eleitores baianos que rejeitam o bolsonarismo, ACM Neto alegou que sua escolha é reflexo de uma relação de amizade construída ao longo dos anos com Caiado.
"Eu sou uma pessoa sempre transparente. Já deixei bem claro que nós vamos ter posição, que nós vamos ter uma definição muito direta em relação às nossas posições nacionais. Eu preciso respeitar os partidos que integram minha base. Tenho partidos com diferentes candidaturas à Presidência da República. Amanhã, por exemplo, estará aqui o pré-candidato do Novo, Romeu Zema. Aleluia está na minha base, me apoiou. Vou deixar de dialogar com o pré-candidato Zema? Não há nenhum motivo ou razão para isso. Todas as correntes que tiverem o propósito de se unir para mudar a Bahia participarão do nosso diálogo e da nossa construção. Eu tenho uma relação de amizade e de afeto com Ronaldo Caiado, que não foi construída por uma campanha política ou por conveniência. Tem coisas na vida que são muito importantes", afirmou.
Neto também foi questionado sobre a participação de Flávio Bolsonaro na Bahia para participar da Bahia Farm, evento voltado ao setor do agronegócio. Apesar da visita, ACM Neto optou por não se encontrar com o senador.
"Como eu posso chegar para um amigo de não sei quantos anos e dizer: 'Olha, agora não vou fazer isso'? Não há hipótese. Aliás, ele é um grande quadro. A campanha nacional, por enquanto, tem dois personagens: Lula e Flávio. É normal, pelo que cada um representa. Os outros personagens terão ou não a chance de aparecer e crescer ao longo da eleição. Ainda vamos ver como esse cenário vai evoluir", declarou.
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