Política
O coordenador-geral da campanha do governador Jerônimo Rodrigues (PT), Adolpho Loyola, criticou, nesta quinta-feira (10), a utilização política das investigações relacionadas ao Caso Master. Em entrevista à Rádio CBN Salvador, Loyola defendeu que eventuais denúncias e suspeitas sejam tratadas no âmbito da Justiça e afirmou que a politização do caso pode levar a uma repetição do que classificou como “lavajatismo”.
“Acho que isso é assunto da Justiça. Politizar isso é muito ruim para não virarmos um ‘lavajatismo’ como virou; nós fomos vítimas disso lá atrás”, declarou.
Segundo Loyola, não cabe aos atores políticos fazer acusações públicas ou utilizar investigações judicialmente em disputas eleitorais. Para ele, a população baiana estaria mais interessada em conhecer as propostas dos candidatos para os próximos quatro anos.
“Eu não gosto dessa posição de ficar apontando o dedo e fazer uso político disso. Eu acho que tem que responder, é um caso de Justiça”, afirmou.
O coordenador também citou a atual crise envolvendo a principal corte do país e defendeu que o Judiciário seja responsável por conduzir os casos e apresentar as respostas necessárias. “Estamos vivendo uma crise judicial hoje na principal corte. Acho que quem tem que resolver isso é a Justiça”, disse.
Loyola afirmou ainda que a campanha de Jerônimo pretende concentrar o discurso em temas relacionados à administração estadual, como segurança pública, saúde, educação e desenvolvimento econômico.
“A nossa postura, da nossa campanha, vai ser isso: nós queremos discutir a Bahia, o desenvolvimento da Bahia, mais segurança, mais saúde, mais educação”, afirmou. Na avaliação do coordenador, o governo Jerônimo tem um “acervo de obras” que deverá ser utilizado como parte da estratégia eleitoral. Ele classificou o governador como aquele que “mais investiu em tão pouco tempo na Bahia”.
Ao comentar especificamente as citações envolvendo políticos baianos nas investigações, Loyola afirmou que o ex-prefeito de Salvador e candidato ao governo da Bahia, ACM Neto, deve prestar os esclarecimentos necessários à Justiça. Também mencionou o senador Jaques Wagner (PT), que, segundo ele, está tranquilo em relação às suspeitas relacionadas ao caso Compliance Zero.
“O ex-prefeito [ACM Neto] tem que se explicar na Justiça; do que teve do Compliance Zero, o senador [Jaques Wagner], que não teve nada dele, o senador também se explique, faça as explicações que tem. Ele está muito tranquilo com isso”, declarou.
Loyola, entretanto, fez uma ressalva ao defender que o tratamento dado pela Justiça aos investigados seja uniforme. “O que não dá é para a Justiça ser seletiva. Fazer operação em um e não fazer no outro, fazer vazamentos seletivos como foi feito”, afirmou.
Ao final, o coordenador-geral disse que não pretende adotar uma estratégia de ataques durante a campanha. Segundo ele, esse também não seria o perfil de Jerônimo Rodrigues, Rui Costa e Jaques Wagner. “Atacar não é o meu estilo, não é o estilo do governador Jerônimo, não é o estilo de Rui, não é o estilo de Wagner”, afirmou.
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