Política

Flávio Bolsonaro reage a investigação da PF contra Mário Frias: “Terceira facada”

Maira Erlich/Bloomberg
Flávio ainda apontou uam cortina de fumaça para enfraquecer sua campanha eleitoral que supera Lula  |   Bnews - Divulgação Maira Erlich/Bloomberg
Héber Araújo

por Héber Araújo

Publicado em 10/09/2026, às 17h27



O senador e candidato a presidente do Brasil, Flávio Bolsonaro (PL), usou as redes sociais para se manifestar, nesta quinta-feira (10), sobre a operação da Polícia Federal que mirou o deputado e ex-ator Mário Frias (PL). A ação da PF ocorre para investigar ações ligadas a repasses ilegais de recursos públicos para a cinebiografia de Jair Bolsonaro, intitulada de “Dark Horse”.

Segundo o filho do ex-presidente, a ação e decisões do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Flávio Dino, são “a terceira facada”. Ainda na publicação, o senador criticou a decisão do magistrado que passou por cima do ministro André Mendonça de determinou o fim da suspensão do diretor-geral da Polícia Federal, Andrei Rodrigues.

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“A terceira facada chegou. Ontem, em um evento lá em Minas Gerais, eu disse que eles iam tentar dar um golpe e seria pelo ministro Flávio Dino. Como eu disse, eles fizeram e todo mundo conhece o método da toga política. Ontem, uma decisão do ex-ministro da Justiça do Lula, Flávio Dino, deu uma canetada e recolocou o Andrei Rodrigues, do Lula, na Polícia Federal. Hoje, menos de 24 horas depois, a Polícia Federal do Lula deflagrou uma operação contra adversários políticos ”, disse.

Batizada de Operação Make Up, a Polícia Federal cumpriu 49 mandados de busca e apreensão em quatro estados, sob a suspeita de desvios de recursos públicos de emendas parlamentares. Mário Frias e a produtora Karina Gama foram os principais alvos da ação. O ex-ator inclusive foi proibido de deixar o Brasil por decisão de Flávio Dino. 

Segundo o presidenciável, essa ação trata-se de uma cortina de fumaça para esconder as investigações contra o filho e o ex-chefe de gabinete do presidente Lula (PT). Além disso, Flávio apontou que esta seria também uma tentativa de enfraquecer a campanha dele.

“O fundamento político está muito claro. A gente passou o Lula nas pesquisas oficiais deles e eles estão desesperados, entraram no modo sobrevivência. Só que eles estão achando que vão parar a gente? Não vão, não. A campanha, gente, não é mais entre o Lula e eu. É sobre o Brasil que nós queremos. Até porque o atual presidente já largou a campanha dele e se dedicou em articular perseguições políticas através dos seus amigos ministros do STF”, declarou.

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