Política

Advogado de Trump compara cenário político brasileiro ao venezuelano e questiona vitória de Lula

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Martin de Luca, advogado de Donald Trump, aponta riscos à democracia no Brasil após a vitória de Lula nas eleições  |   Bnews - Divulgação Arquivo Pessoal
Davi Lemos

por Davi Lemos

davi.lemos@bnews.com.br

Publicado em 26/10/2026, às 18h51 - Atualizado às 19h21



O advogado de Donald Trump, Martin de Luca, publicou nesta segunda-feira (26), na rede social X, um texto em que questiona os rumos da democracia brasileira após a vitória eleitoral de Lula (PT). Na avaliação do advogado, o período posterior à eleição será decisivo para determinar se o país manterá a normalidade democrática ou seguirá um caminho semelhante ao da Venezuela sob o governo de Nicolás Maduro.

De Luca criticou declarações de Lula sobre a necessidade de ampliar a regulamentação das plataformas digitais e mencionou a contestação do resultado eleitoral por seu adversário, que, segundo o advogado, afirmou ter recebido uma ordem do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), para entregar seus passaportes e não deixar o Brasil. O texto não apresentou detalhes adicionais sobre a decisão mencionada.

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Na publicação, o advogado traçou um paralelo com a Venezuela, onde a oposição conquistou a maioria parlamentar em dezembro de 2015, mas posteriormente enfrentou medidas que limitaram os poderes da Assembleia Nacional. Para De Luca, o risco está na possibilidade de instituições democráticas preservarem suas estruturas formais enquanto perdem independência. Ele também afirmou que o uso do sistema judicial contra adversários pode se tornar um instrumento de concentração de poder, mesmo quando a oposição continua autorizada a disputar eleições.

Ao abordar o reconhecimento internacional do resultado eleitoral brasileiro, De Luca defendeu que os Estados Unidos e outros governos observem as condições para o exercício da oposição política. “Protejam a dissidência legal, permitam desafios eleitorais e justifiquem toda restrição por meio de evidências e devido processo”, escreveu. Ao final, o advogado declarou que uma vitória eleitoral confere legitimidade para governar, mas não para eliminar a oposição, acrescentando: “Ela não confere autoridade para extinguir a oposição”.

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