Política

Aladilce Souza critica árvores artificiais de Bruno Reis no 2 de Julho: "Política do ecofake"

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Vereadora afirma que o programa ‘Corredores Verdes’ não trouxe resultados significativos para a arborização da capital baiana  |   Bnews - Divulgação Divulgação/Secom
Yuri Pastori

por Yuri Pastori

yuri.pastori@bnews.com.br

Publicado em 01/07/2026, às 12h24 - Atualizado às 12h50



A vereadora de oposição Aladilce Souza (PCdoB), uma das idealizadoras do movimento SOS Áreas Verdes, fez duras críticas à instalação de árvores artificiais  pela Prefeitura de Salvador para as comemorações do 2 de Julho. Segundo a edil, a iniciativa simboliza uma política ambiental que privilegia a cenografia em vez de soluções concretas.

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“Essas árvores alegóricas resumem uma gestão que investe na fotografia. Árvore de plástico não produz sombra, não reduz a temperatura e não captura carbono. O prefeito criou a política do ecofake”, declarou a vereadora.

Aladilce disse ainda que o programa ‘Corredores Verdes’, apresentado pela Prefeitura como uma das principais vitrines ambientais da gestão, consumiu recursos expressivos, mas entregou pouco diante da urgência de aumentar a cobertura vegetal da cidade. “Salvador precisa de arborização de verdade, não de marketing ambiental”, disparou.

Segundo dados do Censo 2022 do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), 65,6% dos moradores de Salvador vivem em ruas sem nenhuma árvore. A capital baiana saiu da oitava para a segunda posição entre as capitais menos arborizadas do Brasil, atrás apenas de São Luís.

Concessão de lixo

A vereadora lembrou ainda que a Justiça suspendeu os efeitos financeiros do 22º Termo Aditivo do contrato entre a Prefeitura de Salvador e a Battre para a operação do Aterro Metropolitano Centro. A concessão foi prorrogada por mais 20 anos, em um contrato estimado em R$ 2,67 bilhões.

A ação judicial aponta possível prejuízo de R$ 498 milhões aos cofres públicos. Segundo a edil, a decisão cita indícios que justificaram a medida cautelar, além de suspender reajustes que aumentaram em cerca de 72% a tarifa de destinação dos resíduos e em aproximadamente 130% a tarifa da estação de transbordo.

"Primeiro vieram os corredores verdes milionários. Agora aparecem árvores artificiais. Enquanto isso, o maior contrato ambiental da prefeitura está sendo questionado pela Justiça. A cidade precisa de menos propaganda e mais política pública", concluiu Aladilce.

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