Política

Aladilce Souza critica postura da prefeitura acerca da Passarela do Apartheid: “Não querem se misturar com o povo preto e pobre”

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Vereadora diz que Passarela do Apartheid mostra persistência do Prefeito sobre modelo de posicionamento no Carnaval  |   Bnews - Divulgação Reprodução / Bnews
Vagner Ferreira e Carolina Papa

por Vagner Ferreira e Carolina Papa

Publicado em 12/02/2026, às 15h13 - Atualizado às 15h13



A vereadora Aladilce Souza criticou, nesta quinta-feira (12), a decisão judicial que liberou a 'Passarela do Apartheid', instalada em Salvador durante o Carnaval de Salvador. Segundo a parlamentar, a medida simboliza segregação social e racial, beneficiando principalmente os ricos e brancos que frequentam camarotes privados.

“É muito estranho a Prefeitura entrar em defesa de um empreendimento privado, inclusive sem ser notificada na ação. Isso mostra a persistência do Prefeito em defender o modelo de posicionamento no Carnaval. Aquela passarela representa uma segregação, um apartheid, ou seja, as pessoas que vêm para o Carnaval e que não querem se misturar com o povo, com os pretos, com os pobres, passam por uma passarela que vai desaguar no seu espaço privilegiado do Carnaval, os camarotes, que já são espaços de segregação”, afirmou Aladilce Souza.

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A vereadora também criticou a postura da administração municipal, que, na avaliação dela, reforça desigualdades sociais em uma cidade marcada por altos índices de pobreza.

“Uma cidade como Salvador, que é segregada e uma das mais desiguais do país, reforçar um equipamento que vai separar é um erro. Quem passa por essa passarela? Os brancos, os ricos, aqueles que estão em uma situação superior, diferenciada, em uma cidade que tem a penúltima renda per capita entre as capitais brasileiras”, disse. 

“O poder público tem que dar exemplo de redução das desigualdades, com políticas e atitudes que promovam a democracia, o acesso a todos os espaços, e não a segregação”, continuou.

Aladilce Souza afirmou que seguirá debatendo o tema e reafirmou a posição contra a manutenção da passarela. “Foi ruim essa decisão em última instância, mas vamos continuar debatendo e firmando essa posição: não à segregação, não ao apartheid em Salvador. Nosso povo precisa viver com igualdade de condições”, concluiu.

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