Política

Aladilce Souza critica proposta de reajuste de 4% do salario de professores de Salvador: "Absurdo"

Deivid Santana / BNews
Professores declararam greve, por tempo indeterminado, por reajuste salarial insatisfatório  |   Bnews - Divulgação Deivid Santana / BNews
Carolina Papa e Héber Araújo

por Carolina Papa e Héber Araújo

carolina.papa@bnews.com.br

Publicado em 06/05/2025, às 16h10 - Atualizado às 17h13



A vereadora e líder da oposição na Câmara Municipal, Aladilce Souza (PCdoB), criticou, na tarde desta terça-feira (6), as propostas de reajuste salarial dos professores municipais, de 4%, enviada a Câmara Municipal pelo prefeito de Salvador, Bruno Reis (União Brasil). Segundo ela, a proposta é injusta e não atende as reinvindicações da categoria.

“O prefeito ofereceu um valor irrisório aos professores, que não atende a pauta de reivindicações, que é de pagamento do piso salarial. O prefeito oferece 4% dividido de duas vezes, o que é um absurdo”, destacou a vereadora.

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Após a rejeição da proposta, os professores da rede municipal declararam greve, por tempo indeterminado. A decisão já havia sido acordada entre os professores caso suas reinvindicações não fossem ouvidas. A categoria reivindica que o piso salarial, como estipulado na Lei Federal 11.738/2008, a base salarial de R$ 4.867,77.

“O que os professores reivindicam é o pagamento do piso nacional. Existe uma lei federal que estabelece um piso mínimo para os professores, para os coordenadores pedagógicos, enfim, para todas as trabalhadoras da educação. E Salvador não pode deixar de pagar isso. A educação é fundamental, educação induz desenvolvimento, educação é base para a vida dos cidadãos e para a democracia”, declarou Aladilce.

Ainda de acordo com a vereadora, os professores cobram que a prefeitura coloque nas escolas municipais Auxiliares de Desenvolvimento Infantil (ADI), com o objetivo de ajudar professores a lidar com alunos que tenham alguma necessidade especial. Segundo Aladilce, um professor sozinho mão tem condições de cuidar de alunos com deficiências, ao mesmo tempo que cuida dos demais alunos.

Aladilce ainda cobrou que o prefeito e o secretário de educação, Thiago Dantas, para que resolvam esse impasse o quanto antes, para que os professores voltem o quanto antes para as salas de aula. Além disso ela pediu que a gestão municipal atenda os pedidos de refrigeração nas escolas. “Os alunos estão dizendo que são as saunas de aula e não salas de aula”, concluiu.

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