Política
por Héber Araújo
Publicado em 19/12/2025, às 19h36
Um dia após ser cassado pela Mesa Diretora da Câmara dos Deputados, Alexandre Ramagem (PL-RJ), se pronunciou sobre a decisão da Casa, orquestrada pelo presidente Hugo Motta (Republicanos-PB). Segundo ele, a decisão do foi “um ato de covardia” que desrespeitou os regimentos internos da Câmara.
“O presidente disse: ‘Fiz o que tive que fazer’. Infelizmente, as palavras de um boneco, uma marionete nas mãos de um ministro do STF [Supremo Tribunal Federal]. Covardia é ter consciência do que é certo e não fazê-lo”, afirmou o parlamentar.
Ramagem continuou afirmando que o presidente Hugo Motta não teve a coragem de defender a instituição da Câmara e que ele está “subordinado a um ministro de outro poder”.
O agora deputado cassado citou o artigo 55 da Constituição, ao relembrar que sua cassação é dever do plenário da Casa Legislativa decidir se o parlamentar condenado perderá o mandato. Ele ainda afirmou que o artigo 240 do regimento interno da Câmara ainda determina ampla defesa e submissão ao plenário para voto. “Eu não tive esse direito”.
“Toda essa covardia porque sabia que eu iria ganhar no voto em plenário. Só que isso desagrada a vontade do STF, mesmo sendo uma decisão autoritária, contrária à Constituição. Eu fui cassado por faltas, mesmo não tendo um número suficiente de faltas para a cassação”, declarou.
O presidente da Câmara dos Deputados cassou meu mandato, na canetada, pela Mesa da Câmara.
— Alexandre Ramagem (@delegadoramagem) December 19, 2025
Cumpriu ordens inconstitucionais como subordinado de um ministro ditador.
A Câmara dos Deputados efetivamente acabou, por covardia de quem a preside. pic.twitter.com/YpI9lFD1zH
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