Política

Aliados de Lula e Bolsonaro esperam reviravolta em sanções de Trump contra ministros

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A decisão deve acontecer poucos dias depois da conversa entre Lula e o presidente dos Estados Unidos  |   Bnews - Divulgação Reprodução/Redes Sociais
Daniel Serrano

por Daniel Serrano

daniel.serrano@bnews.com.br

Publicado em 04/12/2025, às 18h18 - Atualizado às 18h18



Auxiliares do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e aliados de Jair Bolsonaro (PL) esperam receber nos próximos dias um novo aceno do governo de Donald Trump para distensionar a relação entre Brasil e Estados Unidos. As informações são da coluna de Malu Gaspar, no jornal O Globo. 

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De acordo com a publicação, a expectativa é de que o governo Trump derrube as sanções contra os ministros do governo Lula e do Supremo Tribunal Federal (STF). A decisão deve acontecer poucos dias depois da conversa entre Lula e o presidente dos Estados Unidos, ocorrida na última terça-feira (2). 

Membros do governo Lula e do bolsonarismo avaliam que, ao comentar sobre as sanções na conversa que teve com o presidente brasileiro, Trump prometeu boas notícias em breve, sem citar quais seriam essas informações. Com isso, os dois grupos avaliam que a medida mais provável é o fim da revogação dos vistos.

A suspensão dos vistos de entrada nos Estados Unidos foi determinada pelo Departamento de Estado dos EUA aconteceu no contexto do tarifaço sobre os produtos brasileiros e foi uma retaliação pelo avanço no processo da trama golpista contra Bolsonaro.

Ao todo, oito ministros do STF tiveram seus vistos suspensos, como Gilmar Mendes e Alexandre de Moraes. Além deles, o procurador-geral da República, Paulo Gonet, e integrantes do primeiro escalão do governo Lula, como os ministros da Justiça, Ricardo Lewandowski, da Saúde, Alexandre Padilha, e da Advocacia-Geral da União, Jorge Messias também foram alvo da medida. 

Além disso, auxiliares de Lula acreditam que, em um segundo momento, o governo dos EUA derrube os bloqueios financeiros sobre Alexandre de Moraes e sua mulher, Viviane. O casal foi incluído na lista de sanções da Lei Magnitsky.

Moraes foi incluído formalmente na lista em 30 de julho. Já Viviane foi alvo da sanção em 22 de setembro, após a Primeira Turma do STF condenar Bolsonaro a 27 anos e três meses de prisão por tentativa de golpe de Estado.

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