Política
Aliados da ex-primeira-dama Michelle e do senador Flávio Bolsonaro acreditam que o desentendimento entre eles dificilmente terá um desfecho antes ou após as eleições de outubro.
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A renúncia de Michelle à liderança do PL Mulher e a possível desistência da sua pré-candidatura ao Senado Federal tem angustiado os auxiliares próximos. Segundo a coluna de Malu Gaspar, do jornal O Globo, a relação entre os dois sempre foi marcada por um clima de ressentimento e desconfiança mútua.
No último dia 25, Michelle divulgou um vídeo de 27 minutos no Instagram com duras críticas ao enteado e pré-candidato ao Palácio do Planalto. A ex-primeira-dama disse ter sido maltratada e que Flávio teria feito pressão para que ela não se envolvesse nas negociações do partido após ela divergir de alianças do PL com Ciro Gomes no Ceará.
No dia seguinte, Flávio pediu desculpas e amenizou a briga pública. A ex-primeira-dama chegou na reunião com Valdemar da Costa Neto, presidente do PL, convencida a se desfiliar da sigla, mas foi demovida da ideia pela senadora Damares Alves (Republicanos-DF) e pela governadora do Distrito Federal, Celina Leão (PP).
Com a tensão em alta com o enteado, Michelle deixou de seguir também Eduardo e Carlos. Ela só deve bater o martelo sobre a sua candidatura próximo das convenções partidárias, mas dificilmente deve apoiar Flávio.
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