Política

Andrei Rodrigues é cotado para assumir possível Ministério da Segurança Pública

Andressa Anholete / Agência Senado
Diretor-geral da Polícia Federal é o nome cogitado para chefiar nova pasta caso aconteça o desmembramento da Justiça; Lewandowski anuncia que deixará o governo  |   Bnews - Divulgação Andressa Anholete / Agência Senado

Publicado em 05/01/2026, às 22h19   Cibele Gentil



O diretor-geral da Polícia Federal, Andrei Rodrigues, é cotado para assumir o Ministério da Segurança Pública, caso o presidente Luiz Inácio Lula da Silva oficialize a recriação da pasta. O plano de dividir o atual Ministério da Justiça e Segurança Pública foi anunciado pelo presidente em dezembro, mas permanece condicionado à aprovação da PEC da Segurança Pública no Congresso Nacional. O nome de Rodrigues conta com o apoio de uma ala do PT e de secretários do governo, que destacam a atuação da PF no combate ao crime organizado e a relação de confiança entre ele e o chefe do Executivo.

Andrei Rodrigues ganhou consolidou sua atuação ao chefiar a segurança de Lula durante a campanha presidencial de 2022 e já ocupou cargos de relevância em grandes eventos, como a Olimpíada do Rio de Janeiro. A criação de uma pasta dedicada exclusivamente à segurança é vista como estratégica para o governo, que pretende trazer o combate à criminalidade como uma das principais diretrizes para o ano eleitoral. Caso Rodrigues seja confirmado no ministério, o delegado William Murad, atual número dois da Polícia Federal, é o nome previsto para assumir o comando da corporação.

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Mudanças e medidas na Justiça

Paralelamente às articulações para a nova pasta, o ministro Ricardo Lewandowski comunicou nesta segunda-feira (5) que deixará o comando do Ministério da Justiça e Segurança Pública ainda esta semana. O secretário-executivo Manoel Almeida deve assumir a pasta de forma interina até que um sucessor definitivo seja nomeado.
Em suas últimas ações no ministério, Lewandowski assinou duas portarias que criam um protocolo para o reconhecimento de presos e um sistema de informações sobre antecedentes criminais. O ministro pretende deixar o cargo com a implementação de medidas que já integravam os objetivos da PEC da Segurança, buscando apresentar resultados imediatos antes de sua saída.

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