Política

Após 48h de silêncio, João Roma endossa discurso golpista de Bolsonaro; veja

Max Haack/João Roma
Roma chama atitude de Moraes de "revanchismo" e fala em "sentimento de injustiça"  |   Bnews - Divulgação Max Haack/João Roma

Publicado em 24/11/2022, às 14h42   Cadastrado por Eduardo Dias



Candidato derrotado ao Governo do Esatdo ainda no primeiro turno, o deputado federal João Roma (PL) decidiu quebrar o silêncio, após 48h, e endossar o discurso golpista do presidente Jair Bolsonaro e de seu partido, o PL, que resolveram contestar no Tribunal Superior Eleitoral (TSE), o resultado das urnas nas eleições, mas somente referente ao segundo turno. 

Entretanto, o ministro Alexandre de Moraes rejeitou a ação no TSE e determinou multa de R$ 22 milhões ao partido, além do bloqueio do fundo partidário do PL até que a multa seja paga. Roma considerou um “verdadeiro absurdo” a decisão de Moraes.

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“É revanchismo, ir pra cima do denunciante sem cumprir o papel de fazer a devida apuração”, disse em entrevista ao programa “Frente a Frente”, na Rede Viva.

Para Roma, a decisão do ministro Alexandre de Moraes contribui para agravar o sentimento de injustiça que vem motivando as manifestações populares.

“É um passo severo em direção ao radicalismo esse ato contra a ação do PL. O Judiciário deveria estar trabalhando pela pacificação do país. Fazer gestos para acalmar os ânimos. É o sentimento de injustiça que está levando o povo às ruas, mais do que a possibilidade de fraude”, disse.



O deputado baiano clamou por um freio aos "desmandos" de Moraes e afirmou ser fundamental o reequilíbrio dos poderes da República. “O parlamento não pode ficar em silêncio, vendo a Constituição Federal sendo rasgada. O Judiciário está indo além, desequilibrando a balança”.

Embora a temperatura esteja alta no país, Roma disse não vê riscos para a posse do presidente eleito, Luiz Inácio Lula da Silva (PT). No entanto, observou que Lula precisa "fazer gestos" em prol da pacificação nacional.

“O presidente Bolsonaro já se pronunciou em defesa de manifestações pacíficas, sem invasões de propriedades e respeitando o direito de ir e vir”, disse.

Na avaliação de João Roma, Bolsonaro saiu fortalecido das eleições e, em seu mandato, resgatou o sentimento de nacionalidade. “O presidente Bolsonaro é o grande líder para comandar a oposição nacional. Ele tem dito sempre que não desistamos do Brasil”.

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