Política
Após um bate-boca durante a votação do projeto que flexibiliza as regras de licenciamento ambiental, a deputada federal Célia Xakriabá (PSOL-MG) afirmou que irá acionar o Ministério Público Federal (MPF) e o Conselho de Ética da Câmara contra o deputado Kim Kataguiri (União Brasil-SP).
De acordo com a parlamentar indígena, Kataguiri cometeu racismo e violência política de gênero durante a discussão no plenário. O deputado considerou a reação da colega como "vitimismo" e divulgou uma nota a respeito do ocorrido.
Ela diz que eu não tenho direito de opinar sobre questões indígenas, mas não contesta que tribos afetadas pela usina de Belo Monte receberam, como “compensação ambiental”, caminhonetes Hilux, inclusive da marca Toyota, marca estrangeira japonesa. Isso não passa de vitimismo de quem quis se colocar como dona de uma discussão sobre licenciamento ambiental e recebeu uma resposta atravessada em troca. A qual repito: pavão é animal asiático e não tem ligação com tribos brasileiras."
Sobre chamar Kim de “estrangeiro”, Xakriabá aofirmou que não estaria reproduzindo um discurso racista e que se referia ao desconhecimento do parlamentar sobre a pauta indígena.
“Primeiro que ele chama a gente de índio. Indígena significa aquele que é de origem daquele lugar. Quando uma pessoa a uma pauta desconhecida, estranha, vem falar sobre a gente, ele é um estrangeiro”, explicou
Célia relatou que sua vestimenta também foi ironizada pelos deputados Coronel Fernanda (PL-MS), Sóstenes Cavalcante (PL-AL) e Rodolfo Nogueira (PL-MS), que a chamou de “pavão misterioso”, por usar um cocar com penas de pavão.
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