Política

Após ConecteSUS, outros órgãos do governo Bolsonaro sofreram ataque hacker

Marcello Casal Jr/Agência Brasil

Secom (Secretaria de Comunicação da Presidência) informou que a agenda de Bolsonaro foi disponibilizada, mas não abordou a situação da instabilidade.

Publicado em 14/12/2021, às 15h46    Marcello Casal Jr/Agência Brasil    Mateus Vargas e Marcelo Rocha / Folhapress

Órgãos do governo federal voltaram a relatar instabilidade em seus endereços na internet na manhã desta terça-feira (14). O problema, identificado em sites da Presidência e de ministérios, ocorre poucos dias depois de os sistemas da Saúde e do ConecteSUS ficarem fora do ar.

A página da Presidência caiu por algum tempo e, por esse motivo, a agenda de Jair Bolsonaro (PL) foi divulgada à imprensa com atraso.

Procurada pela Folha de S.Paulo, a Secom (Secretaria de Comunicação da Presidência) informou que a agenda de Bolsonaro foi disponibilizada, mas não abordou a situação da instabilidade.

Autoridades, incluindo o GSI (Gabinete de Segurança Institucional) e a Polícia Federal, monitoram a situação e averiguam se houve nova ação de hackers.

Na sexta-feira (10), uma investida cibernética tirou do ar diversos serviços do Ministério da Saúde, incluindo o ConecteSUS.

No domingo, a pasta da Saúde disse ter concluído o processo de recuperação dos registros de vacinação da Covid-19 e que nenhum dado foi perdido.

Disse ainda que trabalha para restabelecer os sistemas de registro e emissão dos certificados de imunização contra o coronavírus.

A CGU (Controladoria-Geral da União) confirmou que houve tentativa de invasão dos sistemas na sexta-feira (10). "A tentativa de invasão do serviço de computação em nuvem da CGU ocorreu em 10/12/2021, por volta de 17h40. Não houve perda de dados", disse a CGU.

A pasta também informou que mantém backup de todos os sistemas e que seus serviços estão disponíveis.

O IFPR (Instituto Federal do Paraná) também sofreu tentativa de ataque na sexta-feira (10) ao ambiente de nuvem que hospeda os sistemas. A instituição disse que trabalhou na recuperação de sites e sistemas mais críticos.

"Além do IFPR, cerca de 20 outros órgãos que mantêm contrato com a empresa Claro para fornecimento de nuvem tiveram os ambientes invadidos. O ataque consistiu na exclusão de todos os sistemas, arquivos e dados do nosso ambiente de nuvem, com isso, foi necessário realizar a recuperação dos backups de banco de dados e instâncias de sistemas", disse o IFPR.

A instituição afirmou que "todos os problemas já foram resolvidos".

De acordo com o GSI, em nota nesta segunda-feira (13), "ocorreram incidentes cibernéticos contra órgãos de governo em ambiente de nuvem".

"Os provedores dos serviços em nuvem estão cooperando com a administração pública federal no tratamento dos incidentes. O governo está atuando de forma coordenada para retomada dos serviços, que estão sendo reativados à medida que o tratamento ocorre", afirmou.

O gabinete informou que está coordenando as ações juntamente com a Secretaria de Governo Digital, ligada ao Ministério da Economia, para lidar com o problema.

"O CTIR Gov [Centro de Prevenção, Tratamento e Resposta a Incidentes Cibernéticos] emitiu, em conjunto com a SGD/ME [Secretaria de Governo Digital], o alerta 08/2021 com medidas mitigadoras e de prevenção sobre o tema e tem centralizado as notificações por meio dos canais de comunicação de praxe."

"As diversas equipes estão sendo orientadas sobre os procedimentos de preservação de evidências. As orientações emitidas têm seguido rigorosamente as boas práticas de tratamento de incidentes, e a colaboração entre os diversos órgãos envolvidos tem sido fundamental e efetiva."

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