Política
por Daniel Serrano
Publicado em 15/09/2025, às 09h53 - Atualizado às 09h53
Após condenar Jair Bolsonaro a 27 anos e 3 meses de prisão no julgamento da trama golpista, a Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal (STF) espera julgar, até o fim deste ano, outro membro da família do ex-presidente por tentar interferir no julgamento da tentativa de golpe de Estado. As informações são do blog da jornalista Andréia Sadi, no site G1.
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De acordo com a publicação, o deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL) pode ter o mesmo destino do pai e ser condenado pela Primeira Turma do STF.
Além disso, o parlamentar enfrenta pedidos de cassação na Câmara dos Deputados. Caso seja condenado, Eduardo pode perder o mandato e ficar inelegível.
Em agosto deste ano, Jair e Eduardo foram indiciados pelas movimentações do deputado que teriam resultado nas sanções dos Estados Unidos contra autoridades do STF. As medidas foram vistas como uma tentativa de impedir que os ministros julgassem o ex-presidente no inquérito da trama golpistas.
Segundo a Polícia Federal (PF), a conduta de Jair e Eduardo configura crime de coação no curso do processo, que pode levar a uma pena de um a quatro anos de prisão e independe do resultado. Em outras palavras, o ex-presidente e o deputado podem ser condenados mesmo que as sanções não tenham surtido efeito.
A PF já concluiu o inquérito e encaminhou o caso para o STF, que enviou para a Procuradoria Geral da República (PGR). Agora, cabe à PGR denunciar ou não Bolsonaro e Eduardo.
Em caso de condenação, pai e filho serão julgados pela Primeira Turma do STF, a mesma que condenou o ex-presidente. O colegiado é formado pelos ministros Alexandre de Moraes – relator do caso –, Cármen Lúcia, Cristiano Zanin, Flávio Dino e Luiz Fux.
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