Política
por Héber Araújo e Henrique Brinco
Publicado em 25/03/2026, às 15h58 - Atualizado às 16h02
O governador da Bahia, Jerônimo Rodrigues (PT), comentou nesta quarta-feira (25) os protestos de motoristas por aplicativo e motoboys contra o ICMS sobre combustíveis no estado, relacionando a alta nos preços ao cenário internacional, especialmente à guerra envolvendo o Irã.
Em agenda no Centro de Convenções de Salvador, durante o lançamento do Atlas Bioenergia Bahia, no âmbito da International Brazil Energy Meeting (iBEM), ele afirmou que o governo estadual tem adotado medidas em sintonia com a União para minimizar os impactos ao consumidor.
"A guerra trouxe essa consequência. Eu tenho feito um alinhamento constante com o governo federal. Acho que o Lula tomou uma decisão correta ali naquela zerar alguns impostos federais. Eu já fiz isso ontem, ontem. Você deve ter acompanhado aí com o etanol. Prorroguei [o aumento da alíquota do ICMS sobre o etanol]. E estou aguardando os estudos, porque os estados têm um ambiente, que é o ambiente do Comsefaz, que analisa esse aspecto. Eu estou acompanhando todo o procedimento que o Lula vem fazendo para garantir essa situação de, pelo menos, redução de desconforto do preço. Eu espero que a gente tenha uma saída sem prejuízos para a receita do Estado".
Sobre a mobilização das categorias, o governador reconheceu o impacto direto do preço dos combustíveis sobre trabalhadores que dependem dos veículos para garantir renda. "Todo mundo sabe que não dá para concordar com que essa situação se sobrecaia sob o preço do consumidor de taxista, de mototaxista, de motoboy. É muito caro para essas categorias. Eu estou todos os dias acompanhando com a Sefaz o andamento. Chegamos até, inclusive, a reunião com o governo federal, com um grupo de Haddad. O fórum de governadores do Nordeste também está acompanhando isso, para a gente poder ver o que a gente faz".
Na terça-feira (24), motoristas e motoboys por aplicativo realizaram uma paralisação em Salvador para protestar contra o valor do ICMS incidente sobre os combustíveis. A mobilização começou por volta das 10h, na Avenida ACM, e seguiu até a Assembleia Legislativa da Bahia, por volta das 14h.
O ato foi motivado pela insatisfação com os preços praticados nos postos, considerados abusivos pela categoria. Os trabalhadores também criticam a falta de fiscalização diante dos reajustes e afirmam que o aumento tem afetado diretamente a renda de motoristas de aplicativo, motoboys e caminhoneiros.
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