Política

Após reunião de líderes, votação do Plano de Segurança de Salvador ganha nova data; confira

Carolina Papa / BNews
A Câmara Municipal mantém a rotina de votações, mesmo em ano eleitoral, para atender às demandas da população de Salvador.  |   Bnews - Divulgação Carolina Papa / BNews
Carolina Papa e Daniel Serrano

por Carolina Papa e Daniel Serrano

carolina.papa@bnews.com.br

Publicado em 22/04/2026, às 18h27 - Atualizado às 18h35



A Câmara Municipal de Salvador (CMS) decidiu nesta quarta-feira (22) o dia em que será votado o Plano Municipal de Segurança Pública e Defesa Social de Salvador (PMSPDS), planejamento apresentado pela Prefeitura para investimentos na Segurança Pública da capital baiana.

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O Plano Municipal de Segurança de Salvador estava inicialmente previsto para ser votado na próxima quarta-feira (29), mas acabou sendo transferido para o dia 6 de maio. A decisão foi tomada depois de uma reunião entre o presidente da CMS, Carlos Muniz (PSDB), com o colégio de líderes da Casa Legislativa.

Em entrevista coletiva após a reunião, o líder do União Brasil no Legislativo, Claudio Tinoco, disse que a decisão de adiar a votação foi tomada para que fosse mantido o compromisso de se realizar uma audiência pública, que vai ocorrer no próximo dia 29.

“Com isso, amplia o prazo para que todos os vereadores, todas as vereadoras, possam apresentar emendas, possam apresentar sugestões e, mais do que isso, uma contribuição da sociedade em audiência pública, com algumas, eu diria também, possibilidades de ajuste ao plano”, disse Tinoco.

Ainda segundo o líder do União Brasil, outra decisão do colégio de líderes foi a de manter as votações de projetos para acontecer nas sessões ordinárias de quarta-feira. 

“Com isso, a gente mantém uma dinâmica de votação todas as semanas. Isso dá também ainda mais trabalho à Câmara, mais trabalho às comissões, mas, acima de tudo, a gente responde também à sociedade”, revelou o vereador. 

Tinoco afirmou ainda que a decisão foi tomada para manter a rotina da CMS durante o segundo semestre, mesmo no ano eleitoral. “A Câmara dando a demonstração que aqui não vai ter o efeito exatamente desse calendário eleitoral, e a gente vai continuar trabalhando para as pessoas da nossa cidade e também para as representações que nós temos aqui”.

O líder da bancada de oposição, Randerson Leal (Podemos), destacou a importância da decisão para que o projeto possa ser debatido não apenas pelos vereadores, como também pela sociedade civil e por representantes do setor.

“A gente entendia que era o melhor a se fazer. Esse pedido veio através da oposição, porque nós entendemos que temos que ter mais audiência pública. Temos que debater com a sociedade civil organizada e com os outros colegas vereadores”, disse Leal.

“Essa audiência pública já fez um convite para a empresa que elaborou o plano de segurança para a prefeitura, para que ela possa demonstrar de onde ela trouxe aqueles números, onde é que ela foi avaliar aquela pesquisa, de bairro ela andou, qual bairro, qual comunidade que ela andou”, acrescentou.  

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