Política

Após sair da cadeia, vereador descumpre regras e volta a ser preso

Divulgação/Ascom-PCBA
Cachoeira do Bolo já havia sido preso em fevereiro, enfrentando acusações de posse ilegal de arma e associação criminosa, entre outros crimes.  |   Bnews - Divulgação Divulgação/Ascom-PCBA
Daniel Serrano

por Daniel Serrano

daniel.serrano@bnews.com.br

Publicado em 05/03/2026, às 18h53 - Atualizado às 18h59



O presidente da Câmara de Vereadores de Sobradinho (BA), Edson Cardoso dos Santos (PSD), mais conhecido como "Cachoeira do Bolo", voltou a ser preso nesta quinta-feira (5) pela Polícia Civil

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Cachoeira do Bolo é investigado no âmbito da Operação Kit Dispensa, que apura um esquema criminoso de fraude em processos licitatórios e desvio de recursos públicos em Sobradinho, município localizado no norte do estado.

De acordo com as investigações, o vereador é apontado como membro de um grupo suspeito de estruturar um esquema voltado à manipulação de procedimentos administrativos e contratações públicas no âmbito do Legislativo municipal. 

As apurações começaram depois que foram identificados indícios de irregularidades em contratações realizadas pela Câmara de Vereadores.

Nas diligências realizadas na manhã desta quinta-feira, o suspeito não foi localizado em sua residência, mas posteriormente se apresentou na unidade policial, onde teve o mandado de prisão preventiva cumprido. 

Cachoeira do Bolo já havia sido preso no dia 25 de fevereiro, com outras sete pessoas, durante as primeiras fases da mesma operação. Na ocasião, ele foi autuado em flagrante por posse ilegal de arma de fogo e também teve mandado de prisão temporária cumprido pelos crimes de associação criminosa, peculato, contratação ilegal e frustração do caráter competitivo de licitação.

Ele foi colocado em liberdade por decisão judicial no último domingo (1º). No entanto, o vereador descumpriu as  medidas cautelares impostas, o que motivou o pedido de prisão preventiva pelo Ministério Público.

Operação Kit Dispensa

A Operação Kit Dispensa já cumpriu mandados de busca e apreensão nas cidades de Sobradinho, Juazeiro, Petrolina (PE), Filadélfia e Salvador, com a participação de aproximadamente 50 policiais civis, entre delegados, investigadores e escrivães.

As medidas judiciais também têm como objetivo recuperar valores desviados. Foram determinadas medidas de constrição patrimonial relacionadas a cerca de 16 veículos avaliados em aproximadamente R$ 1,5 milhão, além do bloqueio de ativos financeiros dos investigados, que podem chegar a R$ 12 milhões.

Ainda de acordo com as investigações, o grupo usava mecanismos como fracionamento indevido de contratos, uso irregular de hipóteses de dispensa e inexigibilidade de licitação e emissão de documentos com conteúdo ideologicamente falso, com o objetivo de viabilizar a transferência indevida de recursos públicos a empresas vinculadas aos investigados.

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