Política

Aras classifica a polarização como nociva ao ambiente democrático

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O ex-procurador-geral da República, Augusto Aras, conversou com o BNEWS nesta quinta-feira (14)  |   Bnews - Divulgação Bernardo Rego / BNEWS
Bernardo Rego e Davi Lemos

por Bernardo Rego e Davi Lemos

Publicado em 14/05/2026, às 18h36



O ex-procurador-geral da República, Augusto Aras, comentou, nesta quinta-feira (14), sobre o papal do advogado em ambiente político polarizado, considerando este processo como nocivo ao ambiente democrático. As declarações de Aras ocorreram durante sessão especial na Assembleia Legislativa da Bahia (ALBA) que celebrou os 80 anos de fundação da Caixa de Assistência dos Advogados da Bahia (CAAB).

"A polarização como fenômeno contemporâneo existe em todas as carreiras. Não existe nenhum segmento social hoje, especialmente no Brasil, que não sofra um grau da polarização, que é nociva especialmente o ambiente democrático e ao nosso estado de direito. O que eu posso, como advogado já longevo com 45 anos de carreira, é dizer: 'colegas, vamos buscar sempre o caminho do meio, o caminho do meio é a máxima aristotélica, nos conduz ao mundo de paz, ao mundo em que todos têm a oportunidade, igualdade de oportunidades, que é o princípio republicano, e que todos possamos viver honradamente", disse Aras, em conversa com o BNEWS.

Aras, entretanto, afirmou que, neste contexto, o advogado não é obrigado a ser imparcial. "O advogado, na origem, ele não tem o dever de ser imparcial, pelo contrário, ele tem o dever de ser parcial na defesa do seu cliente, mas é dever do advogado ter uma conduta ética, ou seja, ele não pode fazer chicana processual, ele não pode violar a lei, mas, na defesa do seu cliente e nos limites da lei, ele tem o dever de defender o seu cliente", destacou.

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