Política
O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), autorizou que Ronnie Lessa, assassino confesso da vereadora Marielle Franco (PSOL), do Rio de Janeiro, e do motorista Anderson Gomes, seja transferido da Penitenciária de Tremembé, no interior de São Paulo, para a Penitenciária IV do Distrito Federal, em Brasília.
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A autorização veio dois meses após o prório Moraes indeferir um pedido da defesa de Ronnie Lessa para deixar a penitenciária conhecida como a “Cadeia dos Famosos”, já que abriga presos por crimes de grande repercussão.
De acordo com os advogados de Lessa, que fez acordo de delação premiada confessando o crime e foi condenado a mais de 78 anos, o assassino "encontra-se integralmente isolado, em situação que expõe a risco sua integridade física e psicológica”.
Antes da autorização chegou a ser cogitada sua transfência da Penitenciária 1 (P1) para a 2 (P2), ambas de Tremembé, mas a possibilidade foi descartada porque “informações de inteligência” apontaram que “há muitos interessados em sua morte” dentro da cadeia.
No início de 2025, a Procuradoria-Geral da República (PGR) realizou uma vistoria na P1 de Tremembé e um relatório da Polícia Federal (PF) sugeriu a transferência de Ronnie Lessa “para unidade prisional compatível com os termos de seu acordo de colaboração premiada”. Essa transferência permitiria o monitoramento em tempo integral, incluindo as conversas no parlatório, mas também o contato com familiares nas visitas.
Ronnie Lessa está preso desde 2019, desde antes da condenação, e passou a maior parte do tempo no sistema federal (Mossoró - RN, Porto Velho - RO e Campo Grande - MS), que abriga líderes de facção e criminosos de alta periculosidade. Nessas unidades os presos ficam isolados e sob forte vigilância.
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