Política

Bancada governista evita “dar cara à tapa” e mantém silêncio sobre insatisfações com Bruno Reis

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Nos bastidores, aliados expõem insatisfações diante dos acordos descumpridos pelo prefeito  |   Bnews - Divulgação Betto Jr/Secom/PMS
Carolina Papa

por Carolina Papa

carolina.papa@bnews.com.br

Publicado em 25/08/2025, às 20h16



A bancada governista da Câmara Municipal de Salvador (CMS) tem se articulado para travar as leituras de projetos enviados pelo Executivo à Casa como forma de retaliação diante dos acordos descumpridos pelo prefeito Bruno Reis (União Brasil).

Nos bastidores, os edis não escondem as rusgas com Bruno Reis após mais de meses sem um aceno do prefeito, que tem “fechado as portas” para o tema. Por outro lado, os vereadores têm evitado expor o aborrecimento diretamente com o gestor municipal. O receio dos aliados é que as reclamações gerem um efeito reverso, dificultando ainda mais o repasse de recursos pela prefeitura.

De acordo com informações obtidas pelo BNews, Bruno Reis tem vetado verbas até para banheiros químcos. 

Em meio às quedas de sessões após a chegada dos projetos do Executivo, alguns vereadores da base tentam desvincular o nome do esquema.

O presidente da Casa, Carlos Muniz (PSDB), tem negado qualquer aborrecimento dos vereadores com Bruno Reis. Em entrevistas à imprensa, Muniz pontua não estar ciente das articulações devido ao silêncio dos edis em reuniões com o prefeito. 

Na última semana, dos mais de dez projetos que chegaram à Câmara, apenas cinco foram lidos.

Até o momento, não há expectativas de melhoras na relação entre o Bruno Reis e a bancada governista. A avaliação interna é de que o ano foi "perdido" para aqueles que ajeitavam o caminho para lançar uma candidatura em 2026.

Semana incerta 

Havia a expectativa que as demais propostas fossem apreciadas na sessão desta segunda-feira (25), o que não ocorreu. Diante da represália, há dúvidas se a Câmara terá sessões durante a semana, como determina o regimento interno. 

Na semana passada, a justificativa para a suspensão das sessões foi a falta de quórum na Casa, mas, de acordo com informações obtidas pelo BNews, as portas do Plenário Cosme de Farias sequer foram abertas na terça-feira (19), impedindo a entrada de vereadores da oposição que comparecem à Câmara. 

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