Política

BASTIDORES: Leo Prates pode se filiar ao PSB em meio a confusão entre Rui Costa e João Campos; entenda a articulação

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Filiação de Leo Prates ao PSB pode ser influenciada por um possível palanque duplo do PT em Pernambuco  |   Bnews - Divulgação Domingos Júnior / BNews
Henrique Brinco

por Henrique Brinco

henrique.brinco@bnews.com.br

Publicado em 01/03/2026, às 12h53 - Atualizado às 13h47



A movimentação em torno do palanque do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) em Pernambuco ganhou um novo desdobramento nos bastidores da política baiana. O deputado federal Leo Prates (PDT) pode se filiar ao Partido Socialista Brasileiro (PSB), em meio ao imbróglio envolvendo o ministro da Casa Civil, Rui Costa (PSB), e o prefeito do Recife e cacique do PSB, João Campos.

Segundo apuração do BNews, o PSB foi o primeiro partido procurado por Prates durante suas conversas sobre mudança de legenda. O entrave, porém, está no alinhamento da sigla na Bahia com o governador Jerônimo Rodrigues, do PT. O cenário pode mudar caso se confirme a hipótese de o PT ter palanque duplo em Pernambuco na disputa estadual.

 A possibilidade de Lula não fechar apoio exclusivo a João Campos e dividir espaço com a governadora Raquel Lyra (PSD) é atribuída, por aliados do PSB, à articulação conduzida por Rui Costa (PT). Diante disso, Campos quer punir o PT na Bahia liberando o PSB para também ter dois palanques no estado.

A avaliação interna é que, se houver divisão em Pernambuco, o PSB se sentirá liberado para adotar postura semelhante em outros estados e liberar seus filiados. Nesse contexto, a eventual filiação de Prates ao PSB baiano ganharia tração.

Prates mantém relação próxima com o deputado federal Pedro Campos, irmão de João Campos, a quem trata como “um irmão que a vida deu”. A leitura é de que, confirmando-se o palanque duplo, haveria espaço para que o PSB baiano apoiasse o ex-prefeito de Salvador, ACM Neto (União Brasil), ao Governo do Estado. Em contrapartida, Prates apoiaria o candidato presidencial a ser apoiado pela legenda (que seria provavelmente o próprio Lula).

O compromisso defendido por setores do PSB é de que o presidente feche 100% com João Campos em Pernambuco. Caso isso ocorra, a tendência é de manutenção da aliança atual nos estados, o que reduziria a margem para rearranjos na Bahia.

Apesar do cenário aberto, a filiação de Prates ao Republicanos é considerado o cenário mais possível no momento por aliados

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