Política

BNews na posse do STF: Eduardo Leite diz se será candidato nas eleições de 2026 e desconversa sobre anistia

Antonio Cruz/ Agência Brasil
De acordo com Eduardo Leite, a pacificação do país passa pelo diálogo e pelo fim da radicalização  |   Bnews - Divulgação Antonio Cruz/ Agência Brasil
Héber Araújo e Claudia Cardozo

por Héber Araújo e Claudia Cardozo

Publicado em 29/09/2025, às 20h31 - Atualizado às 20h37



O governador do Rio Grande do Sul, Eduardo Leite (PSD), falou sobre a possibilidade de se candidatar a presidente do Brasil em 2026. Participando da posse do ministro Edson Fachin, como presidente do Supremo Tribunal Federal na noite desta segunda-feira (29), o político afirmou que uma possivel candidatura presidêncial busca pacificar o país, em meio a polarização. 

“Eu me coloco à disposição, no melhor pensamento e intuito de ajudar o país a criar um ambiente de despolarização. O que a gente vive hoje no país é uma polarização muito radicalizada, que a energia de campos políticos está destinada a simplesmente exterminar o outro, é uma tentativa de eliminar adversários, ou se está 100% com eles ou é 100% inimigo” disse.

Segundo ele, o que pode oferecer em uma disputa presidencial é a independência política. “Eu não abracei nem o Lula, nem o Bolsonaro para ganhar uma eleição. Eu sempre mantive a minha coerência nas últimas eleições do Rio Grande do Sul, e neguei justamente trabalhar apoiando, ou abracei uma dessas candidaturas que não traduzem a minha forma de pensar”, completou. 

Anistia não (no momento)

Questionado sobre o PL da Anistia, o governador sulista afirmou que não se cabe debater o assunto no momento em que o STF dá posse a um novo presidente da Corte. Segundo ele, pedir a anistia pressupõe que houve um crime do qual o acusado está arrependido. 

Ele afirmou ainda que, no quesito da PL da Dosimetria, é legítimo debater sobre as dosagens das penas. “Acho que o importante é ter um caminho de diálogo que busque a pacificação do país. Agora, não é nem a condenação e nem a anistia que pacificam. O que vai pacificar é a habilidade de dialogar, construir soluções para que o país possa enfrentar os reais problema”, concluiu.

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