Política

Bolsonaristas ficam “desesperados” após retirada de tarifas dos EUA a produtos do Brasil

Agência Brasil
Para a oposição, a decisão foi tomada só por motivos internos dos EUA  |   Bnews - Divulgação Agência Brasil
Rebeca Santos

por Rebeca Santos

Publicado em 21/11/2025, às 11h26



Parlamentares e apoiadores de Jair Bolsonaro reagiram à notícia de que os Estados Unidos suspenderam as tarifas de 40% sobre alguns produtos agrícolas brasileiros.

Eles disseram que essa redução não tem nada a ver com o trabalho do governo Lula.

Para a oposição, a decisão foi tomada só por motivos internos dos EUA.

Quando as tarifas começaram, no dia 30 de julho, o governo americano já tinha divulgado uma lista com quase 700 produtos que ficariam de fora.

Nesta quinta-feira (20), Donald Trump assinou um novo decreto que aumentou essa lista, incluindo mais  itens brasileiros, como café, vários cortes de carne bovina, açaí, tomate, manga, banana e cacau.

Logo depois do anúncio, o deputado Eduardo Bolsonaro (PL-SP), filho de Jair Bolsonaro, escreveu nas redes sociais que o governo Lula não merece crédito nenhum.

"É preciso ser claro: a diplomacia brasileira não teve qualquer mérito na retirada parcial dessas tarifas de hoje. Assim como beneficiou outros países, a decisão dos EUA decorreu apenas de fatores internos, especialmente a necessidade de conter a inflação americana em setores dependentes de insumos estrangeiros", escreveu no X.

O empresário Paulo Figueiredo, aliado de Eduardo também comentou o assunto nas redes.

"Trump simplesmente retirou as tarifas de alguns produtos brasileiros (como já tinha feito anteriormente) em busca da redução de preços domésticos — em alguns setores onde os EUA não são competitivos", escreveu.

"Aviso aos colegas, que se for para jogar confete na diplomacia de Mauro Vieira, por coerência terão que fazer o mesmo com os MRE de pelo menos uma dúzia de outros países que foram beneficiados pela mesma medida - até antes do Brasil."

O líder do PL na Câmara, deputado Sóstenes Cavalcante (RJ), afirmou que, se a redução tivesse sido fruto da diplomacia brasileira, o anúncio teria sido feito junto com o chanceler Mauro Vieira na semana passada.

"Só interesse americano. Zero aproximação com o governo brasileiro. Trump está defendendo os interesses do país dele", disse.

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