Política

Bolsonaro é aconselhado a não ir ao julgamento no STF

Tom Molina / STF
Médicos e familiares recomendam que ex-presidente assista de casa devido a problemas de saúde.  |   Bnews - Divulgação Tom Molina / STF
Daniel Serrano

por Daniel Serrano

daniel.serrano@bnews.com.br

Publicado em 01/09/2025, às 09h59 - Atualizado às 09h59



O ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) vem sendo orientado por médicos, familiares e advogados a não ir às sessões do julgamento que alvo por tentativa de golpe de Estado. As informações são do jornal O Globo. 

De acordo com a publicação, Bolsonaro deseja acompanhar o julgamento, que começa nesta terça-feira (2). No entanto, o entorno do ex-presidente defende que ele assista as sessões de casa, onde cumpre prisão domiciliar desde o dia 4 de agosto. 

O principal argumento é a saúde debilitada de Bolsonaro. Segundo aliados, ele tem apresentado novas crises de soluços e vômitos em decorrência de uma esofagite. 

Na última sexta-feira (29), o vereador Carlos Bolsonaro (PL-RJ) usou as redes sociais para falar  sobre o estado de saúde do pai. "Está magro, não tem vontade de se alimentar e segue enfrentando intermináveis crises de soluço e vômitos", afirmou nas redes sociais.

Apesar dos apelos, a palavra final deve ser do próprio Bolsonaro. Aliados ainda acreditam na possibilidade do ex-presidente acompanhar o julgamento presencialmente. A avaliação é de que a ida ao Supremo Tribunal Federal (STF) seria uma "demonstração de força" à militância.

Bolsonaro e aliados são julgados por tentativa de golpe

A Primeira Turma do STF inicia nesta terça-feira (2) o julgamento do "núcleo 1" da trama golpista. Além de Bolsonaro, também fazem parte do grupo Alexandre Ramagem, Almir Garnier Santos, Anderson Torres, Augusto Heleno, Mauro Cid, Paulo Sérgio Nogueira e Walter Braga Netto. 

O grupo responde pelos crimes de tentativa de abolição violenta do Estado Democrático de Direito, tentativa de golpe de Estado, participação em organização criminosa armada, deterioração de patrimônio público e dano qualificado a patrimônio da União.

Por causa do julgamento, o STF e os ministros da Corte terão segurança reforçada durante os dias de julgamento.  A operação será estendida  aos dias de eventos de 7 de setembro. 

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