Política

Bolsonaro pode ser convocado para depor na CPI do INSS; saiba detalhes

Agência Brasil
Bnews - Divulgação Agência Brasil
Daniel Serrano

por Daniel Serrano

daniel.serrano@bnews.com.br

Publicado em 18/11/2025, às 14h45 - Atualizado às 14h45



O deputado federal Paulo Pimenta (PT-RS) revelou nesta terça-feira (18) que apresentou um requerimento pedindo para que o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) seja convocado a depor na Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS)

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De acordo com o petista, Bolsonaro precisa explicar um decreto assinado durante seu mandato que permitiu empréstimos para pessoas que recebiam o Benefício de Prestação Continuada (BPC).

“O governo Bolsonaro apresentou uma medida provisória que foi regulamentada em setembro, às vésperas da eleição, permitindo empréstimo consignado para BPC e também para pessoas que recebiam auxílio emergencial. Presidente, o índice de inadimplência é de 88% […] Presidente, tem que trazer aqui, eu vou apresentar um requerimento para convocar o Bolsonaro, o Paulo Guedes, José Carlos Oliveira, o presidente do INSS da época, a presidente da Caixa Econômica Federal e o Pedro Guimarães”, disse Pimenta.

Durante uma sessão da CPMI do INSS, parlamentares apresentaram o caso de uma criança de 7 anos que tem uma dívida de mais de R$ 70 mil, por conta de um desses empréstimos, que os descontos chegavam a 40% do valor total do benefício.

O presidente da comissão, senador Carlos Viana (Podemos-MG), anunciou que o colegiado vai solicitar ao governo a suspensão de seis meses de todos os contratos de empréstimo para beneficiários do BPC, até que se inicie uma auditoria para investigar as irregularidades.

A CPMI que tramita no Congresso Nacional investiga uma série de irregularidades cometidas no INSS, órgão responsável pelo pagamento de benefícios previdenciários no Brasil, como aposentadoria e pensões. 

Situação de Bolsonaro 

Jair Bolsonaro cumpre prisão domiciliar desde agosto e vive a expectativa da sua prisão em regime fechado  por conta da condenação no Supremo Tribunal Federal (STF) a mais de 27 anos de cadeia, após ser considerado líder da trama golpista.

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