Política
por Rebeca Santos
Publicado em 07/01/2026, às 10h52
Durante a tentativa de trocar carteiras de crédito ruins, o Banco Master ofereceu ao BRB dois fundos de investimento que, em teoria, tinham títulos do tesouro dos Estados Unidos.
Um fundo ficava na Ilha de Jersey (perto da Inglaterra) e o outro em Nassau, nas Bahamas.
O BRB mandou equipes verificar se esses fundos realmente existiam e tinham valor. E descobriram que os fundos estavam vazios.
Na Ilha de Jersey, o fundo já não tinha nenhum valor desde 2023.
Nas Bahamas, os representantes do BRB foram informados de que não existiam títulos do tesouro americano nem ações de empresas , e nem puderam ver o que realmente havia no fundo.
Essas descobertas aconteceram pouco antes de o Banco Central impedir a venda do Banco Master para o BRB.
Foi por causa dessas carteiras suspeitas que o Banco Central, ao analisar a operação, acionou a Polícia Federal. Isso deu origem à Operação Compliance Zero, deflagrada no dia 18 de novembro. No mesmo dia, o BC mandou liquidar o Banco Master.
O valor total dessas carteiras que seriam falsas chegava a R$ 12,2 bilhões. Segundo os investigadores, o Master usou uma empresa de fachada para captar e depois revender esses papéis sem nunca ter pago nada por eles.
Os fundos da Ilha de Jersey e das Bahamas faziam parte dos ativos que somavam R$ 10 bilhões e que foram entregues no lugar da primeira carteira podre.
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