Política

Câmara de Salvador vive dias intensos com chegada de projetos polêmicos de Bruno Reis; saiba mais

Antônio Queiroz/CMS
Nesta terça-feira (7) foi realizada uma reunião conjunta das comissões temáticas para debater sobre as propostas  |   Bnews - Divulgação Antônio Queiroz/CMS
Carolina Papa

por Carolina Papa

carolina.papa@bnews.com.br

Publicado em 07/10/2025, às 18h11



A Câmara Municipal de Salvador (CMS) tem vivido dias intensos mesmo sem a ocorrência das sessões ordinárias no Plenário Cosme de Farias. Na manhã desta terça-feira (7), os vereadores da capital baiana participaram de uma reunião conjunta das comissões temáticas da casa legislativa para debater sobre projetos.

A líder da oposição, Aladilce Souza (PCdoB), tem feito duras críticas à imprensa sobre os trâmites adotados pela Câmara para aprovar propostas enviadas pelo Executivo. A vereadora pontua que o prefeito Bruno Reis (União Brasil) tem oferecido à Casa um “pacotão”, pressionando à Câmara a debater os projetos “o mais rápido possível”. 

“A Câmara não pode seguir um rito sumário, como se a gente tivesse uma urgência, uma situação de calamidade ou alguma coisa parecida. Nós precisamos ter tranquilidade para aprovar, para votar esses projetos”, pontuou a vereadora em entrevista ao BNews. 

O ritmo mais energético na Câmara tem sido defendido pela base governista, que é maioria na Casa. O líder da bancada, Kiki Bispo (União Brasil), destaca que o prefeito tem conversado com seus aliados desde que os projetos foram enviados em agosto, descartando a existência de “pressa” para que as propostas sejam apreciadas.

“Eles [os projetos] estão tramitando no tempo da Câmara. Ele [Bruno Reis] respeita o rito da Câmara, respeita a presença dos poderes. O rito está sendo normal. Agora, se o projeto chega em agosto e até hoje algum vereador não tenha se prestado a baixar o projeto para poder ler, a gente não pode fazer nada. Teremos o segundo semestre inteiro sem pressa para poder votar”. 

O tom adotado no último trimestre de 2025 é diferente do visto nos últimos meses na Câmara. Em agosto, a leitura dos projetos do Executivo se arrastaram por algumas semanas, trazendo à tona uma crise, exposta pelo BNews, entre os governistas com Bruno Reis pela inércia do prefeito em liberar emendas aos vereadores.

O vereador Cláudio Tinoco (União Brasil) também se manifestou diante das críticas da oposição. O edil argumenta que a casa legislativa tem adotado um esquema de “escalonamento” para que propostas que precisam cumprir um prazo constitucional.

“A Câmara possui um volume considerável de projetos. Foi feito um escalonamento dentro de prioridades, projetos que precisavam ser aprovados em setembro até mesmo para refletir as consequências da sua aprovação. [...] Agora em outubro a gente está entrando, praticamente, a menos de oitenta dias do recesso do final do ano onde a gente tem um ano de plano plurianual de aplicação, temos que analisar a lei orçamentária. Então, não mudou nada”, acrescentou o ex-secretário de Cultura e Turismo (Secult).

Reunião Conjunta das Comissões Temáticas 

Nesta terça-feira (7), a reunião entre os vereadores analisou cerca de dez projetos de autoria do Executivo, incluindo a leitura do pedido de vista da líder da oposição, Aladilce Souza (PCdoB), sobre quatro projetos.

O encontro resultou no adiamento dos projetos relacionados a PLC 04 (Cidade Inteligente); PLE 424 (alteração das leis urbanísticas de Salvador) e PLE 423 (Criação da Loteria Municipal); para que a para a realização de audiências públicas para que as propostas sejam destrinchadas. 

Nos demais projetos, a oposição efetuou pedido de vista sob alegação de insegurança jurídica. Agora, a expectativa é que algumas propostas sejam levadas ao Plenário na semana que vem. 

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