Política
por Anderson Ramos
Publicado em 03/10/2026, às 05h00
Candidato à Presidência da República pelo PSD, Ronaldo Caiado não teve agenda na Bahia durante o período de campanha eleitoral, que teve início no dia 16 de agosto e termina às 22h deste sábado (3).
A ausência do ex-governador de Góias em terras baianas chama atenção porque ele tem apoio declarado do candidato ao Governo da Bahia, ACM Neto (União Brasil).
Em várias entrevistas, o ex-prefeito de Salvador fez questão de reiterar que iria apoiar Caiado na disputa pelo Palácio do Planalto, justificando a escolha pelo histórico de amizade de longa data entre eles.
“Eu não tenho dúvida que se Caiado tiver a oportunidade de ser eleito, será um grande presidente da República. Dentro do meu conjunto de partidos, existem outros candidatos e a gente respeita. Quando eu fechei com o PL, quando eu fechei com o Novo, eu disse que sabia que eles tinham candidato a presidente e todos vão ter aqui o seu espaço e a sua oportunidade para falar. Agora, o meu candidato é Ronaldo Caiado, enquanto isso, não há qualquer dúvida”, disse Neto durante sabatina na Rádio Baiana FM em setembro.
Porém, apesar da proximidade, Caiado não apareceu em nenhum momento na propaganda eleitoral do União Brasil.
Ronaldo Caiado, então no União Brasil, lançou a sua pré-candidatura à presidência da República durante um evento realizado no Centro de Convenções, em Salvador, em abril de 2025.
Ainda durante o ato, que contou com a presença de aliados, o Caiado também recebeu duas honrarias da Assembleia Legislativa da Bahia (Alba): a Comenda 2 de Julho e o Título de Cidadão Baiano.
A última visita do goiano à Bahia aconteceu na Lavagem do Bonfim, em janeiro. Na época ele reafirmou a candidatura e fez críticas ao governo Lula.
Em junho, Caiado cancelou a visita que faria à Bahia Farm Show, em Luís Eduardo Magalhães. O político era esperado no evento ao lado de ACM Neto.
A ausência de Ronaldo Caiado na Bahia e consequentemente no palanque de ACM Neto, pode ter sido resultado de uma estratégia do baiano de não nacionalizar a disputa local.
Neto passou boa parte da campanha tentando dissociar sua imagem a de Flávio Bolsonaro (PL), plano adotado pelo PT tendo em vista a alta rejeição do clã Bolsonaro na Bahia.
Por outro lado, Neto sabe que precisa dos votos de parte dos eleitores de Lula (PT) para ser eleito, por isso faz vista grossa ao chamado voto “LuNeto”.
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