Política

Em Salvador, Caiado minimiza força de Lula nas pesquisas e dispara: "Brasil espera um novo presidente"

Henrique Brinco / BNews
O governador de Goiás critica a abordagem do governo Lula sobre a violência e apresenta dados sobre segurança e educação.  |   Bnews - Divulgação Henrique Brinco / BNews


O governador de Goiás, Ronaldo Caiado (União Brasil), esteve em Salvador nesta quinta-feira (15) para participar da tradicional Lavagem do Bonfim. O goiano voltou à capital baiana após receber o título de cidadão baiano e lançar a sua pré-candidatura à Presidência da República.

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Na corrida presidencial deste ano, Caiado terá o desafio de enfrentar o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), que, além de ter a máquina do Estado nas mãos, vem liderando as pesquisas de intenção de voto.

Em entrevista exclusiva ao BNews, o governador de Goiás minimizou o desempenho do petista nos levantamentos e aposta na alta rejeição do atual presidente para surpreender nas urnas. Além disso, Caiado criticou a forma como governo Lula vem lidando com a violência no Brasil.  

“Se você for buscar o resultado da rejeição, é muito maior do que a aprovação. Ao mesmo tempo, você tem um governo que, hoje, entregou a segurança pública para as facções criminosas do Brasil. Você vê uma população, hoje, sequestrada pelo crime, pelo narcotráfico. Você vê a corrupção, hoje, sendo a segunda maior demanda da população brasileira. Você vê uma Bahia que tem a pior educação. Você vê Goiás, que tem a melhor segurança pública, a melhor educação, a melhor saúde e, além do mais, os melhores programas sociais”, disse Caiado.

“Então, é só um comparativo. O que nós precisamos fazer é poder ter um debate, para que nós possamos apresentar dados. O que um fez durante 20 anos, que até hoje, desde a primeira candidatura do Lula, ele fala em acabar com a fome. Até hoje. Isso aí, eu com sete anos em Goiás, é uma matéria superada. Nós estamos discutindo outros assuntos. Inteligência artificial, vê os jovens disputando qualquer concurso internacional. Então, é outro momento da realidade que o Brasil espera do novo presidente”, emendou. 

Prisão de Maduro

Caiado também comentou sobre a operação militar realizada pelos Estados Unidos na Venezuela, no último dia 2, que resultou na prisão de Nicolás Maduro. Ao BNews, o governador de Goiás defendeu a ação promovida pelo governo norte-americano, alegando que o presidente americano, Donald Trump, vai estabelecer a democracia na Venezuela.

“Todos nós, no momento em que a Venezuela, ali o Maduro, não reconheceu a eleição, fraudou a eleição, implantou uma ditadura na Venezuela, que perdeu as eleições. É lógico que todo mundo livre quer que haja ali sim, eleições e é o que se espera hoje que o presidente Trump estabeleça na Venezuela”, disse.

“Essa é a posição que eu reconheço que acontecerá nos próximos meses.  Então, o que você está tirando é uma ditadura para que volte o sentimento de uma eleição democraticamente, ali, ungida pela população”, emendou.

Protestos no Irã

Ronaldo Caiado ainda criticou uma nota divulgada pelo governo brasileiro, por meio do Itamaraty, sobre as manifestações que ocorrem no Irã. O país asiático vem sendo palco de protestos contra a administração do aiatolá Ali Khamenei.

De acordo com a ONG Direitos Humanos no Irã (IHR, na sigla em inglês), baseada na Noruega, que acompanha a situação no país, 3.428 pessoas morreram nos protestos, sendo 3.379 manifestantes, entre os dias 8 a 12 de janeiro. Na última quarta-feira (14), o governo do Irã informou as companhias aéreas.

Em nota divulgada na última terça-feira (13), o Itamaraty disse que o "governo brasileiro acompanha, com preocupação, a evolução das manifestações que ocorrem no Irã”.

Por outro lado, o Itamaraty disse que "cabe apenas aos iranianos decidir, de maneira soberana, sobre o futuro de seu país, o Brasil insta todos os atores a se engajarem em diálogo pacífico, substantivo e construtivo".

Caiado criticou a nota divulgada pelo governo brasileiro. Para o governador goiano, não é possível defender a soberania de uma nação “onde você recebe a bala de fuzil de manifestantes em praça pública”.

“Agora, o que é mais estranho é ver a nota do Itamaraty. Quando você viu, lá no Irã, a manifestação dos jovens e que todos foram metralhados em praça pública. No entanto, o Itamaraty, ou seja, o governo brasileiro: ‘olha, isso é um assunto de soberania, isso deve ser tratado na legitimidade do Irã’. Não existe legitimidade onde você recebe a bala de fuzil de manifestantes em praça pública. Então, são essas contradições que o PT não pode explicar na vida”, finalizou.

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